A Polícia Federal explica nesse momento, em Brasília, os detalhes da investigação dos assassinatos dos ficais do trabalho. As mortes dos seis fiscais e do motorista do grupo aconteceram há seis meses, em Unaí (MG). Quatro nomes já foram divulgados: Francisco Pinheiro, que confessou ter participado do crime, Erinaldo Silva, Rogério Rios e William Miranda. Outros dois suspeitos foram presos na cidade de Unaí. A PF investiga sua ligação com os mandantes do crime. O delegado Antônio Celso, encarregado das investigações do caso, disse há pouco que o crime pode ter custado até R$ 50 mil.
As investigações das mortes dos fiscais do trabalho em Unaí (MG) procuram possíveis ligações entre os fazendeiros da região e os pistoleiros. Segundo o delegado de Homicídios da Polícia Civil de Minas Gerais, Wagner de Souza, o principal investigado é o fazendeiro Norberto Mânica, um dos maiores produtores de grãos da cidade de Unaí. "No momento, o mais contundente e que realmente está sendo investigado é o senhor Norberto Mânica", disse.
O delegado mineiro explicou que o fazendeiro chegou a ameaçar o fiscal Nelson José da Silva, uma das quatro vítimas da emboscada, por causa das multas aplicadas pelo servidor em suas propriedades. "As multas que ele levou eram realmente elevadas e, inclusive, ele chegou a ameaçar de morte o senhor Nelson numa dessas investigações. O fato foi registrado pela própria vítima", afirmou. O delegado estima que as multas de Manica chegavam à R$ 2 milhões.
A principal irregularidade encontrada nas propriedades do fazendeiro era a utilização de mão-de-obra rural sem contrato legal. Os três fiscais e o motorista do Ministério do Trabalho foram executados numa emboscada no dia 28 de janeiro, numa estrada da zona rural de Unaí, quando fiscalizavam fazendas da região. O irmão do fazendeiro investigado, Antero Mânica, é candidato à prefeitura de Unaí.