Um dos suspeitos de participação no assassinato da missionária Dorothy Stang, foi preso nesta quinta-feira, em Belém, pela Polícia Federal. O fazendeiro Regivaldo Farias Galvão, o Taradão, havia acabado de depor sobre o bilhete que o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes, ditou ao irmão, e que denuncia o envolvimento também de grandes proprietários de terras, em Altamira.
Taradão não sabia que sua prisão já fora ordenada pelo juiz de Pacajás, Lucas do Carmo. Acompanhado da mulher e do advogado, ele disse não conhecer pessoalmente Bida e que não participou no assassinato da freira. Ele disse ainda que ficou em Altamira esperando ser chamado para depor.
Nesta sexta-feira, a Polícia Federal faz uma acareação entre Bida e Taradão, que diz não conhecer o outro fazendeiro preso. Mas Bida afirma que Taradão é um dos mandantes do assassinato.
O nome de Regivaldo Farias Galvão vem sendo citado desde antes do assassinato da missionária Dorothy Stang. Na denúncia encaminhada ao Ministério Público, alguns meses antes de ser morta, a missionária citava Taradão como um dos principais responsáveis por atos de violência em Altamira e Anapu. Ele teria vendido glebas de terra a Amair Feijoli, o Tato, em áreas onde estariam sendo implantados o Projeto de Desenvolvimento Sustentável, em Anapu.
Taradão também já havia sido preso, há dois anos, por envolvimento no escândalo de verba desviada da Sudam. Segundo a PF, ele seria um dos principais financiadores do esquema fraudulento no órgão.
Fazendeiro acusado de se envolver em assassinato de freira é preso
Sexta, 08 de Abril de 2005 às 07:42, por: CdB