A indústria de cartões de crédito deve registrar o faturamento de R$ 139 bilhões ao fim deste mês. A projeção é da Itaúcard, divulgada nesta terça-feira. Nos oito meses do ano em curso, o resultado acumulado 22,5% maior do que foi registrado no mesmo período de 2007. O valor da compra média acumulado até agosto atingiu R$ 77,10. A expectativa do setor é a de que o faturamento com os meios eletrônicos de pagamento alcance R$ 223,5 bilhões, alta de 21,4% sobre o ano passado.
Ainda segundo a pesquisa, os brasileiros estão mais consciente em sua relação com o cartão, o que mostra a queda da inadimplência, cuja taxa no período entre junho de 2006 e agosto de 2008 foi de 7,6% para 4,6% (considerando atraso de 15 a 90 dias).
Meio eletrônico
Nas contas do Banco Central, o uso de meios eletrônicos de pagamentos (cartões de crédito e de débito) e o papel moeda cresceu na preferência dos brasileiros, nos últimos cinco anos, substituindo o uso do cheque, segundo recente pesquisa do BC. O estudo mostra o aumento no valor movimentado por meios eletrônicos entre 2002 e 2007. Os maiores destaques ficaram mesmo com o cartão de débito, que avançou 322%, enquanto o cartão de crédito subiu 180%. Juntos, o aumento foi de 212%. As transferências interbancárias também tiveram expansão, de 86%.
O uso de dinheiro em espécie também cresceu: 83% entre 2002 e 2007. A quantidade de papel moeda per capita, que era de R$ 242,52 em 2002, subiu para R$ 442,83 em 2007. O levantamento do BC também mostra que o valor movimentado por cheques caiu 35% no mesmo período. Com isso, houve mudança na participação de cada um desses meios de pagamento.
A pesquisa mostra, ainda, que os cartões de crédito e débito, cuja participação representava 46,2% do total de pagamentos de varejo em 2006, passaram a representar cerca de 50%, em 2007. O uso do cheque, no mesmo período, caiu de 23,1% para cerca de 19%.