Quem manda?
O manifesto assinado por centrais sindicais de trabalhadores e federações patronais, dia 26 de janeiro, ataca diretamente a política financeira do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Como ele é apenas o executor de uma política que favorece os bancos e o capital financeiro – constituído também por empresas industriais e comerciais -, fica a expectativa de quem vai ganhar a parada. Até agora, em seis anos de governo petista, Meirelles ganhou todas!
Protesto geral
Mais de dois milhões de trabalhadores marcharam pelas ruas das principais cidades francesas, dia 29, em protestos contra a crise econômica e as demissões. Na França, a greve de 24 horas paralisou os transportes, as atividades industriais e comerciais e os serviços públicos. Uma onda de manifestações toma conta de vários países na Europa. A maioria defende a mudança do modelo econômico.
Novas regras
Duas reações à crise econômica aparecem cada vez mais fortes na Europa e nos Estados Unidos: uma é adoção de medidas protecionistas no comércio internacional e outra é a defesa de emprego para cidadãos nacionais; as duas contrariam a pregação neoliberal dos últimos vinte anos. É ingenu-idade imaginar que o mundo vai continuar seguindo a cartilha da globalização. Acorda, Brasil!
Exploração total
O consultor jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), José Eduardo Duarte Saad, defendeu em artigo na Folha de S. Paulo (31.01.2009) nova lei para a terceirização da mão de obra, na qual esteja previsto que as maracutaias da empresa contratada não sejam de respon-sabilidade da contratante. Ou seja, a fina flor do empresariado brasileiro quer mais selvageria nas relações de trabalho. Pode?
Bateu pesado
Pode ser apenas uma jogada de marketing de início de governo, mas o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama bateu pesado no combalido Fórum Econômico Mundial de Davos. A sua enviada especial Valeria Jarret deu o recado: disse que a crise econômica atual é fruto de “profunda irresponsabilidade tanto do governo como dos homens de negócio, nos Estados Unidos e no mundo”. Não precisou dizer mais nada.
Cidade "limpa"
Nos dias que antecederam o Fórum Social Mundial, em Belém, as polícias civil e militar realizaram operações para constranger os moradores dos bairros de Guamá e Terra Firme, próximos da Univer-sidade Federal Rural da Amazônia, visando afastá-los dos participantes do evento. A Sociedade Paraense de Direitos Humanos denunciou a ação “espanta pobre” diretamente para a Secretaria de Segurança do Estado.
Ficção real
O livro Te Pego Lá Fora, de Rodrigo Ciríaco, reúne 25 contos supostamente ficcionais, mas baseados em histórias reais ocorridas nas escolas públicas da zona leste de São Paulo, onde o autor é professor de História. Um retrato cruel do descaso do Estado com a educação e a ação do tráfico de drogas na cooptação dos estudantes. O livro pode ser encomendado pelo blog www.efeito-colateral.blogspot.com.
Os insaciáveis
Apesar de o ProUni transferir recursos públicos para o ensino superior privado, com a contrapartida de bolsas de estudo para estudantes sem recursos, as universidades privadas criam todos os tipos de dificuldades para o fornecimento de tais bolsas. Se não houver rígida fiscalização do governo fede-ral, o programa continuará sendo fraudado pelos mercenários da Educação. A Unip de São Paulo comanda a sabotagem.
Mudança social
Ao assumir a presidência da Venezuela, em 1999, Hugo Chávez encontrou o salário mínimo de 47 dólares e mais de 20% da população vivendo em pobreza extrema. Dez anos depois, o salário mínimo da Venezuela é de US$ 371 (quase o dobro do salário mínimo no Brasil) e a parcela da população na pobreza extrema caiu para 9,5%. É o dinheiro do petróleo com finalidade social.