Prioridade um
Políticos de todos os partidos usam a retórica de que o povo brasileiro precisa urgentemente de escolaridade, mas o investimento em educação continua aquém das necessidades. Segundo o IBGE, além dos milhões de analfabetos que nunca pisaram numa escola, existem no mínimo 30 milhões de analfabetos funcionais no Brasil, gente com menos de quatros anos de ensino fundamental. Qual o futuro desses brasileiros?
Mais desemprego
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo registrou o aumento das demissões desde a segunda quinzena de outubro: calcula que mais de 100 mil trabalhadores – perto de 5% da categoria no município – devem perder o emprego neste final de ano. O “socorro” do governo para as empresas não resolve a questão da baixa renda e da inadimplência no setor. É a crise!
Resgate necessário
Na tentativa de reparar os estragos feitos pelo neoliberalismo aos direitos dos aposentados, o Senado aprovou três projetos de lei fundamentais para quem depende da aposentadoria: um que acaba com o fator previdenciário, outro que recompõe as perdas e um terceiro que assegura o reajuste dos benefícios igual ao do salário mínimo. Agora a decisão está na consciência dos deputados federais.
Barbárie consentida
O Tribunal Popular realizado na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, de 4 a 6 de dezembro, comprovou, com base no depoimento de testemunhas e apresentação de inúmeros casos ocorridos nos últimos anos, que o Estado Brasileiro executa uma política de extermínio de jovens pobres e negros nas favelas e periferias do Brasil. Pior, a omissão das autoridades e da mídia é escandalosa.
Controle perigoso
Sob o pretexto de proteger as reservas e os povos indígenas, o governo federal deve baixar decreto que dá ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Justiça o controle das ONGs que atuam na Ama-zônia. Dom Tomás Balduíno, do CIMI, acha que essa fiscalização deveria ser exercida por um con-selho constituído por entidades dos índios e da sociedade, com conhecimento da cultura indígena.
Esquema protelador
Cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico nas eleições de 2006, o governador e o vice-governador da Paraíba, respectivamente do PSDB e do DEM, continuam no pleno exercício de seus cargos, embora a cassação tenha sido decisiva. A tolerância do TSE com os recursos da defesa protelam o caso indefinidamente. Mais uma pizza assada pelo Judiciário.
Massacre provado
A comissão internacional que apurou o assassinato de 20 camponeses em Pando, na Bolívia, em setembro passado, chegou à conclusão de que “os agressores dos camponeses o fizeram em forma organizada e respondiam a uma cadeia de comando muito bem definida, contando inclusive com funcionários e bens do governo departamental a serviço da empreitada criminosa". Desmente a versão de conflito generalizado.
Jogo casado
Para conseguir a obra de uma usina hidrelétrica no Equador, a Construtra Odebrecht levou junto o financiamento do BNDES. Como a obra foi malfeita, deu prejuízo para o Equador e a empresa se negou a pagar a multa prevista no contrato, o governo daquele país decidiu suspender o pagamento ao BNDES até que a Justiça decida a questão. Quem envolveu o dinheiro público brasileiro nessa armadilha foi a Odebrecht.
Dinheiro fácil
Na sentença em que condenou o banqueiro Daniel Dantas e seus cupinchas Humberto Braz e Hugo Chicaroni, o juiz Fausto Martin De Sanctis lembra que os réus estão tão preparados para ações cri-minosas que nenhum deles solicitou a restituição de quase um milhão de reais apreendido pela Polí-cia Federal no flagrante de tentativa de suborno. Está sobrando grana. É mole?