Genocídio
Os números são do IBGE: Em 2008 os cartórios do país registraram 27 mil mortes violentas de jovens de 15 a 24 anos, a maior parte vítima de assassinato praticado pela polícia e em confronto de quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. É muito maior do que o número de soldados mortos nas guerras do Iraque e do Afeganistão. O Estado brasileiro continua sendo o principal responsável pelo extermínio de pobres, jovens e negros.
Impunidade
A Operação Caixa de Pandora pegou o esquema de corrupção do governo do Distrito Federal (DEM) de forma irrefutável: Com a colaboração de gente de dentro, gravação, testemunha e todo o trajeto do dinheiro, desde os financiadores até os beneficiários. Mais do que isso para provar o crime é impossível. Por que os casos de corrupção envolvendo políticos continuam ocorrendo? Resposta: Todos escapam impunes.
Homenagem
Finalmente no dia 5 de dezembro de 2009 o compositor e cantor chileno Victor Jara terá seus restos mortais depositados em túmulo definitivo no Cemitério Geral de Santiago, 36 anos depois de seu brutal assassinato no Estádio Nacional do Chile, pela ditadura Pinochet. Seus amigos e admiradores ainda exigem que os assassinos sejam identificados e punidos pela Comissão de Verdade e Justiça, que apura os crimes do regime militar.
Responsabilização
Em entrevista para a revista Caros Amigos, edção de dezembro, o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, assegura que o governo federal vai criar uma comissão especial para esclarecer os crimes praticados pela ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985), que os arquivos dos órgãos de repressão deverão ser abertos, mas o julgamento e a punição dos torturadores e assassinos do Estado ficarão por conta do Poder Judiciário. Será mesmo?
Eternos protegidos
Em duas novas ações contra os envolvidos nas torturas e assassinatos da ditadura, o Ministério Público Federal pede a condenação do deputado Paulo Maluf (PP), do senador Romeu Tuma (PTB) e do diretor da Eletrobras, Miguel Colasuonno. Os três colaboraram com a ocultação dos cadáveres dos presos políticos nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, em São Paulo, de 1969 a 1975. Agora eles integram a base aliada do governo federal.
Justiça divina
Introduzido na política pelo corrupto Paulo Maluf, o ex-prefeito de São Paulo (1997-2000) Celso Pitta morreu no dia 21 de novembro passado. Apenas 100 pessoas assinaram o livro de visitas no seu velório, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Estava com os bens bloqueados e respondia a mais de vinte processos por improbidade administrativa. Comentários mais comuns nos ambientes populares da cidade: “Um ladrão a menos!”
Protesto popular
Reunidos no Rio de Janeiro, indígenas, quilombolas, camponeses, ribeirinhos, pescadores e trabalhadores do Brasil, Equador e Bolívia, divulgaram dia 25 de novembro a “Carta dos Atingidos pelo BNDES”, na qual protestam contra os projetos financiados pelo banco estatal brasileiro – que “destroem milhares de formas de trabalho nas comunidades impactadas”. Eles pedem respeito ambiental e a defesa das comunidades. É o mínimo!
Reacionarismo
Em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, Marcelo Bechara, garantiu que o objetivo da Confecom não é aumentar a participação do Estado na mídia: “O sistema privado é muito bem sucedido. Tem bom conteúdo, promove o entretenimento e presta um serviço importante”. Mais direita do que isso é impossível!
Irrecuperável
Em nova denúncia contra a empresa Camargo Corrêa, o Ministério Público Federal pede o indiciamento de três diretores por crime de lavagem de dinheiro e corrupção em obras públicas. O relatório da Polícia Federal sobre a construtora, fala em remessas ilegais de dinheiro para o exterior e pagamento de propina para políticos de vários partidos. A empresa tem longa tradição na criminalidade, desde os tempos da ditadura. Até quando?