Repeteco
Em sua primeira manifestação como presidente eleita, Dilma Rousseff rendeu homenagem aos ouvidos da mídia burguesa: “Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. As críticas do jornalismo livre ajudam ao País e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório”. Segue a mesma linha de contemporização adotada pelo criador.
Comida cara
Deve chegar ao varejo agora o aumento de preço da carne bovina, que no atacado passou de 6,6% no mês de outubro. Os frigoríficos estão trabalhando com margem de lucro superior a de anos anteriores, mesmo porque tem crescido o mercado de exportação. A desculpa para o aumento do preço interno é a forte seca na região amazônica. Com isso, entidades do setor já tratam a carne como produto de luxo – para quem tem renda alta.
Congelador
O Poder Judiciário brasileiro tem sido especialista nas artimanhas para proteger ricos e famosos pegos na prática de crimes. Uma das jogadas é protelar ao máximo até que ocorra a prescrição. Já faz um ano que o processo iniciado com a Operação Satiagraha está parado na Justiça Federal, por conta de indefinição de jurisdição. Enquanto isso o pessoal do banqueiro Daniel Dantas, acusado de evasão de divisas, continua impune.
Ódio burguês
Os jornalões da mídia burguesa no Brasil trataram Néstor Kirchner como sendo um caudilho peronista centralizador e autoritário. Esconderam, na verdade, o motivo de seu ódio: ele colocou milicos torturadores na cadeia, enfrentou ruralistas e latifundiários, decretou moratória, combateu a especulação do capital financeiro e, a gota d’água, bateu pesado no oligopólio midiático. Quem teve coragem para tanto?
Megaeventos
Com a participação de convidados da Grécia e da África do Sul, acontece dias 8 e 9 de novembro, na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, o Seminário Impactos Urbanos e Violações de Direitos Humanos nos Megaeventos Esportivos. O povo tenta se preparar para a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016). Moradores das sedes desses eventos já estão sendo vítimas de despejos e outras violências. A barra vai pesar!
Ocupações já!
Aproximadamente 50 famílias ocuparam, no dia 1º de novembro, o prédio do INSS localizado na rua Sara, 85, no bairro Santo Cristo, no Rio de Janeiro, e que estava abandonado há mais de 15 anos. Os novos moradores do prédio se autodenominaram Ocupação Guerreiro Urbano, denunciaram que o déficit habitacional no município do Rio é superior a 150 mil moradias e receberam solidariedade de outras ocupações na cidade.
Rotina paulista
No dia 29 de outubro três homens não identificados foram assassinados a tiros na Vila União, na região do Capão Redondo, periferia de São Paulo. Eles foram abordados por supostos policiais, colocaram as mãos para cima e foram fuzilados. Essa foi a 12ª chacina do ano registrada na região metropolitana, com um total de 46 mortos. Os esquadrões da morte e os grupos de extermínio continuam ativos e impunes.
Federalização
Pela primeira vez o Superior Tribunal de Justiça aprovou o instituto do deslocamento de competência e transferiu para a sua alçada o processo do assassinato do ex-vereador Manoel Mattos, advogado ligado aos direitos humanos, ocorrido em 2009, na Paraíba. Anteriormente o STJ havia negado deslocar para a alçada federal o caso do assassinato da irmã Dorothy Stang, ocorrido no Pará, em 2005. Resta saber se fará justiça, rapidamente!
Teimosia imperial
Em sua seção de 26 de outubro, a Assembléia Geral da ONU aprovou o fim do embargo comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba. Votaram a favor 187 países. Votaram contra apenas os Estados Unidos e Israel. As Ilhas Marshall, Palau e Micronésia se abstiveram. O império está praticamente só no bloqueio imposto à Ilha há 48 anos, e que acarretou em danos incalculáveis ao resistente e combativo povo cubano. Chega!
Fatos em Foco
Por Hamilton Octavio de Souza - A coluna mais lida nas ocupações populares de prédios abandonados.
Quinta, 04 de Novembro de 2010 às 11:03, por: CdB
Repeteco
Em sua primeira manifestação como presidente eleita, Dilma Rousseff rendeu homenagem aos ouvidos da mídia burguesa: “Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. As críticas do jornalismo livre ajudam ao País e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório”. Segue a mesma linha de contemporização adotada pelo criador.
Comida cara
Deve chegar ao varejo agora o aumento de preço da carne bovina, que no atacado passou de 6,6% no mês de outubro. Os frigoríficos estão trabalhando com margem de lucro superior a de anos anteriores, mesmo porque tem crescido o mercado de exportação. A desculpa para o aumento do preço interno é a forte seca na região amazônica. Com isso, entidades do setor já tratam a carne como produto de luxo – para quem tem renda alta.
Congelador
O Poder Judiciário brasileiro tem sido especialista nas artimanhas para proteger ricos e famosos pegos na prática de crimes. Uma das jogadas é protelar ao máximo até que ocorra a prescrição. Já faz um ano que o processo iniciado com a Operação Satiagraha está parado na Justiça Federal, por conta de indefinição de jurisdição. Enquanto isso o pessoal do banqueiro Daniel Dantas, acusado de evasão de divisas, continua impune.
Ódio burguês
Os jornalões da mídia burguesa no Brasil trataram Néstor Kirchner como sendo um caudilho peronista centralizador e autoritário. Esconderam, na verdade, o motivo de seu ódio: ele colocou milicos torturadores na cadeia, enfrentou ruralistas e latifundiários, decretou moratória, combateu a especulação do capital financeiro e, a gota d’água, bateu pesado no oligopólio midiático. Quem teve coragem para tanto?
Megaeventos
Com a participação de convidados da Grécia e da África do Sul, acontece dias 8 e 9 de novembro, na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, o Seminário Impactos Urbanos e Violações de Direitos Humanos nos Megaeventos Esportivos. O povo tenta se preparar para a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016). Moradores das sedes desses eventos já estão sendo vítimas de despejos e outras violências. A barra vai pesar!
Ocupações já!
Aproximadamente 50 famílias ocuparam, no dia 1º de novembro, o prédio do INSS localizado na rua Sara, 85, no bairro Santo Cristo, no Rio de Janeiro, e que estava abandonado há mais de 15 anos. Os novos moradores do prédio se autodenominaram Ocupação Guerreiro Urbano, denunciaram que o déficit habitacional no município do Rio é superior a 150 mil moradias e receberam solidariedade de outras ocupações na cidade.
Rotina paulista
No dia 29 de outubro três homens não identificados foram assassinados a tiros na Vila União, na região do Capão Redondo, periferia de São Paulo. Eles foram abordados por supostos policiais, colocaram as mãos para cima e foram fuzilados. Essa foi a 12ª chacina do ano registrada na região metropolitana, com um total de 46 mortos. Os esquadrões da morte e os grupos de extermínio continuam ativos e impunes.
Federalização
Pela primeira vez o Superior Tribunal de Justiça aprovou o instituto do deslocamento de competência e transferiu para a sua alçada o processo do assassinato do ex-vereador Manoel Mattos, advogado ligado aos direitos humanos, ocorrido em 2009, na Paraíba. Anteriormente o STJ havia negado deslocar para a alçada federal o caso do assassinato da irmã Dorothy Stang, ocorrido no Pará, em 2005. Resta saber se fará justiça, rapidamente!
Teimosia imperial
Em sua seção de 26 de outubro, a Assembléia Geral da ONU aprovou o fim do embargo comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba. Votaram a favor 187 países. Votaram contra apenas os Estados Unidos e Israel. As Ilhas Marshall, Palau e Micronésia se abstiveram. O império está praticamente só no bloqueio imposto à Ilha há 48 anos, e que acarretou em danos incalculáveis ao resistente e combativo povo cubano. Chega!