Ódio burguês
Na medida em que se aproxima o 3 de outubro, os jornalões da imprensa neoliberal aumentam o grau de violência para defender seus candidatos preferidos. Editorial do Estadão (03.09.2010) bateu pesado no governo: “Agora, destampada a devassa nas declarações de Verônica Serra, vem o presidente Lula falar em ‘bandidagem’. Se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência, basta se olhar no espelho”. Até onde vai isso?
Contra pobre
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu prazo de 15 dias para que 2.600 famílias, moradoras da Vila da Paz e Vila da Luz, próximas ao rodoanel de Belo Horizonte (MG), deixem suas casas. A área foi ocupada em 1981 e nunca recebeu melhoramento público. Agora os moradores serão despejados para dar lugar à obra de preparação da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Pode?
Racismo divide
Segundo a agência Afropress, uma pesquisa da Unesco indicou que a média de desempenho dos estudantes brasileiros brancos matriculados no 3º ano do ensino médio é 22,4 pontos mais alta do que a dos estudantes negros, mesmo quando se leva em consideração a classe social. A pesquisa aponta o racismo – presente no material didático, professores e estudantes – como o fator dessa diferença de desempenho. Faz sentido.
Brasil Real – 1
No dia 3, o trabalhador rural José Valmeristo Soares, militante do MST, foi assassinado a tiros, por três pistoleiros, entre as cidades de Santa Luzia e Bragança, no Pará. A direção estadual do MST pede a punição dos pistoleiros e do mandante Josué Bengston (ex-deputado federal do PTB) e de seu filho Marcos Bengston, que tentam expulsar os sem-terra acampados nas proximidades da Fazenda Cambará.
Brasil Real – 2
Após denunciar vários policiais militares por crimes ocorridos em Cotia (SP), o defensor dos direitos humanos do município, Luiz Carlos, passou a ser perseguido, foi seqüestrado por um grupo de policiais e foi obrigado a entrar no programa nacional de proteção de testemunhas – juntamente com a mulher e os filhos – e mudar de Estado. Os “grupos de extermínio” continuam impunes na Grande São Paulo.
Brasil Real – 3
O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro e a Polícia Rodoviária Federal resgataram, no final de agosto, 95 trabalhadores em condições degradantes de trabalho (sem registro em carteira, sem água potável, instalações sanitárias precárias etc) nas fazendas da Erbas Agropecuária S.A., em Campos (RJ). A empresa pagou R$100 mil de verbas rescisórias. Poderiam estender a operação para todo o Brasil, né?
Bom exemplo
Um programa de ensino superior desenvolvido desde 1985 pela Universidade de Buenos Aires e os presídios argentinos na região da capital federal, é responsável pela formação de 2.500 presos em vários cursos universitários. Algumas turmas estudam até oito horas diárias. Além de fornecer qualificação profissional, o programa ajudou a baixar o índice de reincidência: apenas 5% dos ex-alunos voltaram a cometer delitos.
Guerra tumbalalá
Reunidos no aldeamento de Pambu (BA), o povo indígena tumbalalá divulgou nota (29.08.2010) para reclamar a demarcação de seu território, no norte da Bahia, nas margens do Rio São Francisco, e protestar contra a construção das barragens de Riacho Seco e Pedra Branca, que “ferem a Constituição de 1988, a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas e a Convenção 169 da OIT”. Eles prometem novos protestos.
Mais destruição
A última reserva verde na região norte de Belo Horizonte (MG), a Mata do Planalto, que abriga 20 nascentes de água, está ameaçada de desaparecer com a construção de vários prédios no local, no total de 115 mil metros quadrados (40% da área verde), pela Construtora Rossi. O Ministério Público Estadual de Meio Ambiente questiona a legitimidade do processo que autorizou o empreendimento imobiliário.
Ensaio geral
A Agência Petroleira de Notícias informa que o Terminal Aquoviário da Baía de Guanabara parou por oito horas na sexta-feira, dia 3, conforme decisão da categoria para pressionar a direção da Petrobras a negociar as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. O movimento grevista teve adesão de 100% dos trabalhadores da Refinaria Duque de Caxias. O mesmo aconteceu em outros Estados. A mobilização continua.
Fatos em Foco
Por Hamilton Octavio de Souza - Na medida em que se aproxima o 3 de outubro, os jornalões da imprensa neoliberal aumentam o grau de violência para defender seus candidatos preferidos.
Sexta, 10 de Setembro de 2010 às 16:03, por: CdB
Ódio burguês
Na medida em que se aproxima o 3 de outubro, os jornalões da imprensa neoliberal aumentam o grau de violência para defender seus candidatos preferidos. Editorial do Estadão (03.09.2010) bateu pesado no governo: “Agora, destampada a devassa nas declarações de Verônica Serra, vem o presidente Lula falar em ‘bandidagem’. Se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência, basta se olhar no espelho”. Até onde vai isso?
Contra pobre
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu prazo de 15 dias para que 2.600 famílias, moradoras da Vila da Paz e Vila da Luz, próximas ao rodoanel de Belo Horizonte (MG), deixem suas casas. A área foi ocupada em 1981 e nunca recebeu melhoramento público. Agora os moradores serão despejados para dar lugar à obra de preparação da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Pode?
Racismo divide
Segundo a agência Afropress, uma pesquisa da Unesco indicou que a média de desempenho dos estudantes brasileiros brancos matriculados no 3º ano do ensino médio é 22,4 pontos mais alta do que a dos estudantes negros, mesmo quando se leva em consideração a classe social. A pesquisa aponta o racismo – presente no material didático, professores e estudantes – como o fator dessa diferença de desempenho. Faz sentido.
Brasil Real – 1
No dia 3, o trabalhador rural José Valmeristo Soares, militante do MST, foi assassinado a tiros, por três pistoleiros, entre as cidades de Santa Luzia e Bragança, no Pará. A direção estadual do MST pede a punição dos pistoleiros e do mandante Josué Bengston (ex-deputado federal do PTB) e de seu filho Marcos Bengston, que tentam expulsar os sem-terra acampados nas proximidades da Fazenda Cambará.
Brasil Real – 2
Após denunciar vários policiais militares por crimes ocorridos em Cotia (SP), o defensor dos direitos humanos do município, Luiz Carlos, passou a ser perseguido, foi seqüestrado por um grupo de policiais e foi obrigado a entrar no programa nacional de proteção de testemunhas – juntamente com a mulher e os filhos – e mudar de Estado. Os “grupos de extermínio” continuam impunes na Grande São Paulo.
Brasil Real – 3
O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro e a Polícia Rodoviária Federal resgataram, no final de agosto, 95 trabalhadores em condições degradantes de trabalho (sem registro em carteira, sem água potável, instalações sanitárias precárias etc) nas fazendas da Erbas Agropecuária S.A., em Campos (RJ). A empresa pagou R$100 mil de verbas rescisórias. Poderiam estender a operação para todo o Brasil, né?
Bom exemplo
Um programa de ensino superior desenvolvido desde 1985 pela Universidade de Buenos Aires e os presídios argentinos na região da capital federal, é responsável pela formação de 2.500 presos em vários cursos universitários. Algumas turmas estudam até oito horas diárias. Além de fornecer qualificação profissional, o programa ajudou a baixar o índice de reincidência: apenas 5% dos ex-alunos voltaram a cometer delitos.
Guerra tumbalalá
Reunidos no aldeamento de Pambu (BA), o povo indígena tumbalalá divulgou nota (29.08.2010) para reclamar a demarcação de seu território, no norte da Bahia, nas margens do Rio São Francisco, e protestar contra a construção das barragens de Riacho Seco e Pedra Branca, que “ferem a Constituição de 1988, a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas e a Convenção 169 da OIT”. Eles prometem novos protestos.
Mais destruição
A última reserva verde na região norte de Belo Horizonte (MG), a Mata do Planalto, que abriga 20 nascentes de água, está ameaçada de desaparecer com a construção de vários prédios no local, no total de 115 mil metros quadrados (40% da área verde), pela Construtora Rossi. O Ministério Público Estadual de Meio Ambiente questiona a legitimidade do processo que autorizou o empreendimento imobiliário.
Ensaio geral
A Agência Petroleira de Notícias informa que o Terminal Aquoviário da Baía de Guanabara parou por oito horas na sexta-feira, dia 3, conforme decisão da categoria para pressionar a direção da Petrobras a negociar as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. O movimento grevista teve adesão de 100% dos trabalhadores da Refinaria Duque de Caxias. O mesmo aconteceu em outros Estados. A mobilização continua.