Hoje é um dia especial para o povo palestino.
Pela primeira vez, em 28 anos, eles estão indo às urnas para escolher seus representantes municipais. A última vez que isso aconteceu foi em 1976 e consagrou Iasser Arafat e seus aliados.
O pleito começou com algumas regiões da Cisjordânia, mas se estenderá a todas as regiões de autonomia palestina.
Mais de 140 mil eleitores devem escolher prefeitos e vereadores entre cerca de 900 candidatos nas cidades de Jericó e em outros 25 vilarejos menores da região.
A grande expectativa para essas eleições é saber quem terá o maior apoio da população: o Fatah, braço armado da Autoridade Nacional Palestina, ou os grupos radicais islâmicos, representados pelo Hamas, visto que a Jihad Islâmica está boicotando as eleições.
O Fatah busca consagrar mais uma vez o sua hegemonia e depois da morte de Arafat tenta passar uma imagem mais moderada. Seu representante maior é Mahmoud Abbas, o candidato à sucessão de Arafat, e o favorito para vencer a eleição de janeiro.
O Hamás participa apenas com candidatos às eleições municipais, o grupo resolveu não enviar candidatos às eleições presidenciais porque entende que o pleito eleitoral não é justo.
No começo de novembro, o apoio ao Hamás era de 30% na Faixa de Gaza. Na Cisjordânia sua popularidade será testada agora.
Isso acontece porque as incursões mais violentas de Israel têm sido na Faixa de Gaza, e por isso o apoio a grupos extremistas acaba sendo maior. Muitas vezes eles são vistos como "salvadores da pátria".
A maior expectativa é para as eleições de 9 de janeiro, onde será escolhido o sucessor do ex-líder palestino.