O movimento Fatah, presidido por Yasser Arafat, condenou hoje, sábado, o bombardeio feito ontem à noite por helicópteros israelenses contra oficinas industriais em Gaza, que deixou quatro palestinos feridos, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao Quarteto de Madri que protejam os palestinos.
Dois helicópteros "Apache" israelenses dispararam na noite de ontem cinco mísseis contra duas oficinas metalúrgicas no bairro de Zeitun, no sul da cidade de Gaza, e no bairro de Askula, ao leste.
As testemunhas disseram que todo o bairro ficou imerso na escuridão depois de um dos mísseis ter atingido uma torre elétrica, enquanto se ouviam fortes explosões.
Fontes médicas disseram que dezenas de pessoas tiveram que ser atendidas por padecer de crises nervosas depois da explosão dos mísseis, além de registrar quatro feridos e produzir grandes danos materiais, inclusive nos bairros adjacentes.
Israel sustenta que as oficinas são utilizadas para a fabricação de lança-mísseis que servem para perpetrar ataques contra alvos israelenses.
Fatah reagiu com um comunicado no qual assegura que "os bombardeios israelenses são injustificáveis e só tem como objetivo destruir as infra-estruturas e sobressaltar as vidas dos palestinos, além de sabotar todos os esforços para conseguir uma saída para o conflito".
O texto acrescenta que "as atuais agressões militares israelenses requerem uma urgente intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Quarteto de Madri para que sejam freadas as contínuas operações de Israel e protegidos os palestinos".
O movimento advertiu o governo de Israel das repercussões que seus contínuos ataques podem ter, e ressaltou que Israel é completamente responsável pela ausência de segurança. E o previniu sobre uma possível resposta que pode ameaçar as vidas dos israelenses.