Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Farc seqüestram mais seis turistas neste fim de semana

O grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) seqüestrou seis turistas colombianos neste fim de semana, segundo comunicado da Marinha da Colômbia divulgado pela imprensa do país, na segunda-feira. Segundo o comunicado, 19 turistas faziam parte de um grupo que estava no local conhecido como Morromico, no Departamento (Estado) de Chocó, no oeste da Colômbia, onde teriam chegado de lancha. (Leia Mais)

Segunda, 14 de Janeiro de 2008 às 10:59, por: CdB

O grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) seqüestrou seis turistas colombianos neste fim de semana, segundo comunicado da Marinha da Colômbia divulgado pela imprensa do país, na segunda-feira. Segundo o comunicado, 19 turistas faziam parte de um grupo que estava no local conhecido como Morromico, no Departamento (Estado) de Chocó, no oeste da Colômbia, onde teriam chegado de lancha.

Ainda de acordo com a marinha colombiana, os rebeldes teriam tirado os pertences dos turistas e levado dois professores, uma bióloga, um universitário e dois comerciantes – todos colombianos. O telejornal Notícias Uno informou que o comandante da Marinha, almirante Mauricio Soto, determinou o resgate dos seqüestrados numa operação que inclui dois aviões.

Libertação de reféns

O grupo foi seqüestrado dias depois de Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, ter sido libertada pelas Farc depois de quase cinco anos em cativeiro. Clara teve um filho na selva, fruto de uma relação com um guerrilheiro do grupo, e neste domingo voltou a se reunir com o menino, Emmanuel, que já tem quase quatro anos.

Com Clara também foi liberada a ex-congressista Consuelo González, cujo marido morreu, em Bogotá, durante seus dias de cativeiro na selva colombiana. Clara e Consuelo formavam parte de um grupo de reféns que as Farc cogitam trocar por guerrilheiros e simpatizantes do grupo rebelde que foram presos pelas autoridades do país. Este grupo especial é formado por pelo menos outras 40 pessoas, incluindo a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, companheira de chapa de Rojas.

Mas, segundo o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, cerca de 750 reféns estariam hoje em poder das Farc. Consuelo González contou em entrevistas no fim de semana que alguns reféns estão há dez anos no cativeiro e estão vivendo com correntes amarradas no pescoço. É o caso de prisioneiros que eram policiais e militares.

Encontro emocionado

Clara Rojas, uma das reféns libertadas na última quinta-feira pelas Farc, reencontrou-se na noite deste domingo com o filho Emmanuel, que não via há três anos e que estava sob os cuidados do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar, em Bogotá, na Colômbia.

O garoto, concebido e nascido em cativeiro, foi separado da mãe durante o período em que Rojas permaneceu com a guerrilha colombiana. Em um primeiro momento, foi divulgada a informação de que a criança também seria libertada durante a operação de resgate, mas depois foi revelado que ela já estava em Bogotá.

Apoio de congressistas

Os congressistas norte-americanos James McGovern, William Delahunt e Gregory Meeks anunciaram, nesta segunda-feira, que estão dispostos a se reunir com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para discutir o tema intercâmbio humanitário. O democrata, James McGovern, afirmou que ele e seus companheiros se reuniram no último em Bogotá, na Colômbia, com vários parentes de pessoas seqüestradas pela guerrilha para analisar alternativas que permitam a liberação de reféns, dentre eles, três congressistas norte-americanos.

- Estamos dispostos a fazer contato com as Farc, mas somente sob a condição de que a reunião tenha um resultado concreto e que esse encontro tenha o aval do governo colombiano - disse McGovern.

Segundo a agência de notícias argentina Telam, os legisladores se reuniriam em um local ainda a ser definido com o porta-voz da guerrilha, Raúl Reyes, que se declarou disposto a conversar com os congressistas democratas para falar sobre o assunto.

- Vamos fazer o que está ao nosso alcance para que as negociações avancem e para que sejam libertadas todas as pessoas seqüestradas. Esse é o nosso assunto prioritário - disse o democrata George Miller.

Os três congressistas norte-americanos reconheceram a importância das gestões do presidente venezuelano, Hugo Chávez,

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