Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Farc causa mais três baixas no Exército colombiano e negocia prisioneiro norte-americano

Sábado, 27 de Julho de 2013 às 13:59, por: CdB
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Kevin Scott Sutay, em foto dele no Afeganistão Kevin Scott Sutay, em foto divulgada pela revista Semana, de Bogotá
Três soldados morreram e outro ficou ferido em um combate com membros da Frente 36 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na zona rural de Anorí, confirmou o Exército colombiano, neste sábado. A emboscada aconteceu na quinta-feira, em uma mata conhecida como La Teresita. As vítimas já foram identificadas e o ferido já recebeu atendimento médico na zona do combate. Helicópteros da Força Área Colombiana sobrevoam a região montanhosa de Anorí em busca dos guerrilheiros envolvidos no conflito deste sábado.
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Na véspera, a imprensa colombiana divulgou as primeiras fotografias de Kevin Scott Sutay, ex-soldado norte-americano, capturado há mais de um mês, pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que prometeram colocá-lo em liberdade. As imagens foram divulgadas pelo jornal El Tiempo e pela revista Semana nas suas páginas na Internet. O sequestro do norte-americano foi anunciado pelas FARC, em 20 de junho, na localidade de Guaviare. Há dias, a Procuradoria-geral da Colômbia abriu uma investigação preliminar pelo sequestro de Sutay, no âmbito da qual irá pedir ajuda ao FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. No dia em que anunciaram ter feito Sutay refém as FARC prometeram libertá-lo, num gesto de boa vontade, no contexto do processo das negociações de paz, tendo solicitado que a comissão responsável pela libertação do refém fosse formada pela ex-senadora da oposição Piedad Córdoba e membros da Cruz Vermelha. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recusou a intervenção de Piedad Córdoba e apenas autorizou a da organização. O Governo e as Farc realizam, desde novembro, negociações de paz, em Havana, a fim de pôr fim ao conflito armado que dura há mais de meio século. Nova ronda deve ser realizada no próximo dia 28. Em quase 50 anos, o conflito fez cerca de 600 mil mortos, 15 mil desaparecidos e perto de 4 milhões de deslocados, segundo dados oficiais.
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