A operação de resgate de três reféns das Farc na selva da Colômbia não foi concluída, até o final da tarde deste domingo, segundo fonte do governo colombiado, devido às dificuldades lojísticas para a sua conclusão. A Colômbia chego a autorizar a entrada no país de avião com o ex-ministro, encarregado pelo presidente Hugo Chávez de coordenar a missão. Mas até as 17h (horário local), a aeronave não havia chegada à cidade.
- O ex-ministro venezuelano Ramón Rodríguez Chacín ainda não chegou e, como ele não está aqui, não podemos iniciar a operação. Agora (17h, horário local) o tempo não nos permite iniciar a operação e conclui-la ainda neste domingo - explicou o funcionário que está em Villavicencio, cidade que é base da operação.
As Farc teriam informado as coordenadas para o resgate dos reféns, segundo uma rádio venezuelana, mas a notícia foi desmentida pelo próprio Chacín, encarregado por Chávez para coordenar a operação. Chacín disse não saber quando a libertação poderá ocorrer. Ele afirmou ainda que viajará para Villavicencio tão logo receba as informações das Farc.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram há mais de uma semana dar liberdade para a deputada Consuelo González, à assessora política Clara Rojas e ao seu filho Emmanuel. Mas as dificuldades logísticas têm impedido a operação, coordenada pela Venezuela e que está sendo acompanhada por delegados da Argentina, Bolívia, Brasil, com o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia, Cuba, Equador, França e Suíça.