Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Farc acusam Uribe de matar guerrilheiro

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) admitiram, em nota, divulgada neste sábado, que não estão em poder do menino que prometeram soltar na semana passada, em uma operação de libertação de reféns mediada pela Venezuela. O grupo acusou o governo colombiano de capturar a criança quando ela se encontrava prestes a ser liberada e de matar o guerrilheiro, de codinome Carpinteiro, em 31 de dezembro, no Departamento de Arauca, fronteira com o Estado venezuelano de Apure, durante "intensos combates". Colômbia, segundo guerrilha, tem orientação dos EUA para boicotar Chávez

Sábado, 05 de Janeiro de 2008 às 14:50, por: CdB

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) admitiram, em nota, divulgada neste sábado, que não estão em poder do menino que prometeram soltar na semana passada, em uma operação de libertação de reféns mediada pela Venezuela. O grupo acusou o governo colombiano de capturar a criança quando ela se encontrava prestes a ser liberada e de matar o guerrilheiro, de codinome Carpinteiro, em 31 de dezembro, no Departamento de Arauca, fronteira com o Estado venezuelano de Apure, durante "intensos combates" com as tropas da XVII Brigada e a V Brigada Móvel do Exército colombiano.

Segundo o comando da guerrilha, o rebelde morto era "emissário e homem de confiança do secretáriado das Farc, especialmente do líder combatente denominado Grannobles, irmão de Jorge Brineño, um dos principais dirigentes guerrilheiros.

O acordo para soltar Emmanuel, a sua mãe, Clara Rojas, e a legisladora Consuelo González caiu na segunda-feira, quando os guerrilheiros não informaram o local exato onde estariam os reféns.

"A opinião pública nacional e internacional entende muito bem que Emmanuel não poderia estar em meio às operações bélicas do Plano Patriota, dos bombardeios e combates, da mobilização permanente e das contingências da selva. Por isso, o menino, de pai guerrilheiro, havia sido deixado em Bogotá, sob o cuidado de pessoas honradas, enquanto se firmava o acordo humanitário. ", disseram as Farc em nota à imprensa. O grupo guerrilheiro acrescentou, ainda, que o presidente colombiano, Alvaro Uribe, "sequestrou Emmanuel com o objetivo miserável de sabotar a libertação dos reféns".

O episódio piora as perspectivas para novas negociações sobre reféns levados pelas Farc, apesar de o comunicado reiterar a disposição dos guerrilheiros em libertar Rojas and González.

As Farc mantêm cerca de 750 reféns, entre eles a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, que á franco-colombiana, e três norte-americanos capturados durante operações antidrogas no país.

Tags:
Edições digital e impressa