Brasil destaca-se na América do Sul com aumento de safra, enquanto colheitas na Argentina e no Uguguai devem cair devido ao La Niña.
Dados da FAO
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
Um relatório publicado, nesta quarta-feira, pela Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, prevê um aumento de 3,4% na produção mundial de trigo em 2011.
O Brasil contraria as tendências de queda na América do Sul, apresentando previsões positivas, após um regime regular de chuvas, melhoria das colheitas e das condições de solo para desenvolver as safras. A persistência da seca associada ao fenômeno La Niña deve provocar uma redução nas colheitas de trigo na Argentina e no Uguguai.
Safras
O aumento da produção é uma resposta aos preços altos. O relatório antecipou também a recuperação por parte de países como a Rússia, cujas colheitas foram afetadas pela seca em 2010.
De acordo com o documento "Perspectivas de Colheitas e Situação dos Alimentos", apesar da produção ter atingido 676 milhões de toneladas, os níveis ainda estão abaixo da safra de 2008 e 2009.
Instabilidade
Já na África, as previsões para o norte do continente, são favoráveis, exceto para a Tunísia. A principal causa da baixa produção neste país é a fraca recuperação depois da seca, aliado ao deslocamento de milhares devido à instabilidade política e à queda no movimento de bens e serviços. A região depende da importação de alimentos.
O relatório é otimista para o sul da África devido à regularidade das chuvas e aos "preços relativamente baixos que ajudaram a estabilizar a segurança alimentar." Segundo o documento, 29 países vão continuar precisando de ajuda alimentar externa. Destes, 21 são africanos e sete são asiáticos, incluindo a Coreia do Norte.
*Apresentação: