Famílias enterram corpos de vítimas da chacina em Belém do Pará
Os corpos de seis vítimas dentre as mais de 35 que morreram durante uma chacina, na madrugada de quarta-feira, em Belém, foram sepultados nesta quinta-feira, após liberados pelo Instituto Médico Legal com o reconhecimento de familiares. Cinco deles foram reconhecidos pela manhã. O sepultamento ocorreu em meio a muita emoção.
O sepultamento ocorreu em meio a muita emoção
Os corpos de seis vítimas dentre as mais de 35 que morreram durante uma chacina, na madrugada de quarta-feira, em Belém, foram sepultados nesta quinta-feira, após liberados pelo Instituto Médico Legal com o reconhecimento de familiares. Cinco deles foram reconhecidos pela manhã. O sepultamento ocorreu em meio a muita emoção.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República incumbiu o ouvidor nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, de acompanhar as investigações das mortes de pessoas ocorridas na noite desta terça e na madrugada desta quarta-feira em Belém.
Em nota, a secretaria Informou estar em contato com as autoridades do Estado do Pará e do Ministério da Justiça, para obter informações sobre a aputração do caso. As mortes são investigadas pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil.
A rotina mudou após a morte do cabo Antônio Figueiredo, da Polícia Militar (PM), na noite dessa terça, que não estava em serviço, ele foi morto a tiros no bairro Guamá. Na madrugada desta quarta-feira, nove pessoas foram assassinadas em bairros diferentes de Belém, depois de serem abordadas em vias públicas por pessoas em motos.
A empresária Naishila Macedo, proprietária de um bar na Cidade Velha, disse que assim que começaram a circular nas redes sociais informações sobre a morte do PM Antônio Figueiredo, os clientes foram embora e ela precisou fechar o estabelecimento mais cedo.
A Polícia Militar reforçou o efetivo. Além de intensificar as rondas nos bairros do Guamá e Terra Firme, 120 policiais a mais trabalharam em cada turno.
- Nos dias normais é bem movimentado, muito estudante chegando e voltando, mas hoje isso aqui parece feriado - segundo o cobrador de ônibus Osvaldo Freitas.
O promotor da Justiça Militar Armando Brasil pediu que a população de Belém não se deixasse influenciar por informações exageradas compartilhadas em redes sociais. "A população não deve entrar em pânico. Há muitas pessoas se aproveitando da situação e espalhando boatos pela Internet, tentando criar uma situação de caos. São vídeos, áudios e fotos que não têm relação com os fatos ocorridos ontem e que estão sendo forjados para disseminar o pânico", disse Brasil.
Só após os trabalhos de investigação e da perícia criminal, a polícia poderá dizer se existe vínculo entre os homicídios com a morte do policial. A Corregedoria-Geral da PM investigará o possível envolvimento de policiais nas mortes.
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