Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Famílias do Morro do Cantagalo recebem escrituras de imóveis

As secretarias da Casa Civil e de Habitação do Estado do Rio de Janeiro entregam nesta terça-feira as escrituras dos imóveis de 44 família do Morro do Cantagalo, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Pela primeira vez no Brasil foi utilizado o instrumento de doação de escrituras públicas para fins de regularização fundiária de comunidades de baixa renda.

Segunda, 02 de Maio de 2011 às 10:41, por: CdB
cantagalo-300x168.gif
As secretarias da Casa Civil e de Habitação do Estado do Rio de Janeiro entregam nesta terça-feira as escrituras dos imóveis de 44 família do Morro do Cantagalo, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Pela primeira vez no Brasil foi utilizado o instrumento de doação de escrituras públicas para fins de regularização fundiária de comunidades de baixa renda. Este é o início de um processo que resultará, nos próximos anos, na obtenção do título de propriedade por 3.430 famílias do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, por meio de doação feita pelo Estado. Com isso, o Governo do Estado vai retirar milhares de moradores da informalidade e proporcionar benefícios como crédito habitacional, além de dar a segurança de que a casa não será removida. O objetivo do Estado é transformar as comunidades carentes em bairros. Habitantes de outras áreas beneficiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também receberão títulos de propriedade de suas casas. São elas: Pavão-Pavãozinho, em Copacabana; DonaMarta, em Botafogo; Preventório, Niterói; Rocinha, São Conrado; Complexo do Alemão e Manguinhos, na Zona Norte. Para receber a doação, o proprietário precisa já ser morador da comunidade. Depois de obter a documentação, ele terá que viver por pelo menos cinco anos no terreno antes de vender o imóvel. Na doação, o primeiro registro é gratuito. Para que o programa de regularização fundiária – desenvolvido pelo Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP-Rio) da Casa Civil em parceria com o Instituto de Terras e Cartografias do Rio de Janeiro (Iterj), da Secretaria de Estado de Habitação – fosse possível, foi feita uma mudança na Constituição estadual, com a lei complementar 131/2009. Isso possibilitou a criação do instrumento de doação de terrenos do Estado ocupados por comunidades carentes. Para conseguir lotear a comunidade, é feito um trabalho completo de levantamento socioeconômico, fotográfico e ambiental. Pesquisadores vão a campo entrevistar cada morador para descobrir o perfil socioeconômico deles. Depois, o primeiro passo dos técnicos é realizar uma pesquisa fundiária para levantar a situação de propriedade da área: se o terreno pertence ao Estado, à União, ao Município, ou se é particular.
Tags:
Edições digital e impressa