Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Familiares enfrentam dificuldades para exumar corpo de idosa

Após a autorização do juiz de Belford Roxo, familiares de Laudelina dos Santos, de 83 anos, cujo corpo desapareceu do Hospital Municipal Jorge Júlio Costa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foram forçados a ir ao Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, para conseguir também uma autorização de um juiz da capital para realizarem a exumação.

Sexta, 17 de Maio de 2013 às 08:59, por: CdB
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Segundo o delegado titular da 54ª DP, Felipe Lobato Curi, um inquérito foi instaurado, contudo, em princípio não há responsabilidade criminal
Após a autorização do juiz de Belford Roxo, familiares de Laudelina dos Santos, de 83 anos, cujo corpo desapareceu do Hospital Municipal Jorge Júlio Costa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foram forçados a ir ao Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, para conseguir também uma autorização de um juiz da capital para realizarem a exumação. A idosa foi enterrada no lugar de outra mulher, Lucinéia Caetano, no Cemitério de Inhaúma, no Subúrbio do Rio. -  Conseguimos a autorização do juiz aqui de Belford Roxo, mas como a minha tia foi enterrada em Inhaúma, também precisamos da autorização de um juiz do Rio para conseguir fazer a exumação do corpo. Meu irmão e Helby foram para o Méier hoje de manhã para falar com o juiz. Parece que o juiz estará lá - explicou Miriam Gomes da Rocha, sobrinha de Laudelina. Laudelina dos Santos faleceu por volta de 6h desta quarta-feira, de complicações cardíacas. Contudo, quando a família de Laudelina dos Santos foi buscar o corpo na unidade para encaminhar para o velório, ele havia sumido. O caso foi registrado na 54ª DP (Belford Roxo). - Ela começou a passar mal e meu irmão mais velho e eu trouxemos ela para o hospital. Ela teve um infarto, fomos ao cartório para resolver o sepultamento, depois de tudo resolvido, vim com meu irmão para reconhecer o corpo e ele não estava aqui. Fomos ao IML e ninguém levou para lá - descreveu Miriam. Ainda segundo a sobrinha de Laudelina, eles foram informados no hospital de que o corpo poderia ter sido trocado pelo de outra pessoa. Segundo a família de Laudelina, a troca não foi percebida porque o caixão não ficou aberto durante o velório. O corpo de Lucinéia Caetano estava no Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e já foi liberado para sepultamento. - Eles confirmaram que era a mãe deles que estava no IML, então parece que houve a troca mesmo. Eles disseram que não quiseram abrir o caixão porque ela (Lucinéia) estava há algum tempo no hospital e acharam que seria desagradável - explicou Miriam. Segundo o delegado titular da 54ª DP, Felipe Lobato Curi, um inquérito foi instaurado, contudo, em princípio não há responsabilidade criminal. "Foi um erro do hospital, eles não podem liberar o corpo sem o reconhecimento. Mas o crime de subtração de cadáver é doloso e entendemos que neste caso não houve dolo. Foi um erro, o hospital reconheceu o erro e todo o apoio aos familiares está sendo dado para que seja corrigido este erro. Muito provavelmente o processo vai correr na justiça civil", acrescentou Curi.
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