Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Familiares enfatizam heroísmo de passageiros do avião da United

Sexta, 08 de Agosto de 2003 às 15:18, por: CdB

Os familiares das vítimas do vôo da United Airlines que caiu na Pensilvânia no dia 11 de setembro de 2001 disseram nesta sexta-feira que a possibilidade de os terroristas terem provocado a queda do avião para impedir que os passageiros retomassem o controle da aeronave "não diminui o heroísmo" dos que estavam a bordo.

O vôo 93 da United, que no dia 11 de setembro de 2001 tinha decolado de Newark, em Nova Jérsei, com destino a São Francisco com 33 passageiros, sete tripulantes e quatro homens identificados como terroristas a bordo, mudou de rumo sobre Ohio e depois caiu em um descampado na Pensilvânia.

Com base nas comunicações da cabine e nas ligações telefônicas efetuadas por passageiros a seus familiares, as autoridades concluíram que os passageiros organizaram uma revolta contra os seqüestradores e, na confusão, o avião caiu.

Segundo algumas hipóteses, isso evitou que os terroristas fizessem a aeronave se chocar contra a Casa Branca ou o Capitólio, em Washington, na mesma manhã em que seus comparsas jogaram aviões contra as Torres Gêmeas de Nova York e sobre o Pentágono, na Virgínia.

No entanto, uma análise das gravações da cabine do avião, feita pela polícia federal americana (FBI), sugeriu esta semana que foram os próprios seqüestradores que, confrontados pelos passageiros, decidiram provocar a queda do vôo 93 da United.

— Sejam quais forem as conclusões, o relatório não menospreza o fato de o avião ter caído devido às ações heróicas dos passageiros e tripulantes do vôo 93 — disse Susan Hankinson, coordenadora da organização Somerset County Flight 93.

O relatório do FBI "não muda em nada o fato de que os esforços dos passageiros e tripulantes tiveram o efeito proposto", acrescentou Hankinson.

— O vôo 93 não alcançou o alvo pretendido pelos terroristas.

O diretor do FBI, Robert Mueller, em um relatório sobre os ataques terroristas enviado ao Congresso no mês passado, disse que "a análise cuidadosa das gravações indica que um dos seqüestradores, minutos antes da queda do avião, ordenou que (seqüestrador) Ziad Jarah fizesse o avião cair e pusesse um fim na tentativa dos passageiros de recuperar o controle da aeronave".
— As conclusões do relatório do FBI se apóiam em interpretações limitadas e questionáveis das gravações, tal como ocorreu desde o princípio — acrescentou Mueller.

— Até que alguém possa apresentar traduções específicas destas gravações que sejam mais que teorias, o que se sabe parece prova suficiente dos atos heróicos de passageiros e tripulantes.

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