O advogado da família de João Hélio, Gilberto Fonseca, disse que está estudando a possibilidade de entrar com um processo contra o Estado, por falta de segurança, e o fabricante do automóvel, por conta do problema com o cinto de segurança.
A sentença do menor acusado de participar do crime do menino João Hélio, foi adiada novamente e deve sair na próxima quarta-feira. A juíza da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Adriana Angeli de Araújo, adiantou que não estabelecerá prazo de internação, caso julgue necessário condená-lo a uma pena sócio-educativa. Isso significa dizer que em quatro meses o menor poderá ser solto.
- Eu não vou fixar prazo algum. Ele vai sendo reavaliado e mantido ou não internado. Ele é reavaliado de quatro em quatro meses. Sendo que o prazo máximo de internação é de três anos - esclarece.
A juíza diz também que vai tomar a decisão final com base nas nove testemunhas que ouviu durante o processo e que é necessário confrontar os depoimentos. Segundo ela, a grande discussão do Ministério Público e da defesa é se o menor participou ou sequer esteve no local do crime.
Na audiência de segunda-feira a defesa pediu a absolvição do menor. Já o Ministério Público e a acusação pediram a medida máxima de internação, que é de três anos. A juíza tem até o próximo dia 22 para decidir o futuro do adolescente.
Esta foi a terceira audiência do menor de 16 anos, acusado de ter participado da morte do menino João Hélio. Durante cinco horas, a juíza ouviu o depoimento de duas testemunhas de acusação e uma de defesa, que seria o irmão do menor. O adolescente foi reconhecido por apenas uma das testemunhas de acusação.