A família de Mehmet Ali Agca, o homem que atirou no papa João Paulo 2º em 1981, começou uma greve de fome em protesto contra a sua volta para a prisão. A irmã de Agca, Fatima Yildrim, disse à agência de notícias estatal turca Anatolia que os familiares, entre eles sua mãe doente e uma criança de quatro anos de idade, iniciaram um "jejum de morte". Agca, de 48 anos, foi libertado no dia 12 de janeiro após cumprir cerca de 25 anos de detenção. Uma semana depois, porém, ele foi novamente preso após um tribunal da Turquia determinar que Agca teria de permanecer mais tempo detido por ter matado um jornalista do país em 1979 e praticado assaltos a banco. Ele deve ficar preso até 2010, segundo promotores.
- Por que ele foi libertado e então preso de novo? Onde está a Justiça e a lei? Ou vão nos expulsar deste país, ou morreremos juntos com meu irmão. Ele vai morrer na prisão e nós morreremos aqui - perguntou indignada a irmã de Agca aos jornalistas.
Mehmet Ali Agca ficou preso durante quase 20 anos na Itália pela tentativa de assassinato do Papa João Paulo 2º. De volta à Turquia, ele foi preso por causa dos crimes cometidos no país. Agca nunca explicou a razão de ter tentado matar João Paulo 2º. O pontífice chegou a visitá-lo na cadeia e o perdoou publicamente.
Surgiram alegações de que o serviço secreto soviético, KGB, e o serviço secreto da Bulgária, seriam os responsáveis pela tentativa de assassinato do Papa, mas promotores em um julgamento em 1986 não conseguiram provas que envolvessem o serviço secreto búlgaro.