A família do engenheiro americano refém da rede Al-Qaeda na Arábia Saudita implorou por sua vida nesta sexta-feira, quando expira o prazo de execução dado por seus seqüestradores. O grupo de Osama bin Laden ameaçou matar Paul Marshal Johnson, seqüestrado semana passada, a não ser que o governo da Arábia Saudita liberte dissidentes e radicais presos e que estrangeiros deixem a Península Arábica.
Não ficou claro exatamente a que horas expira o prazo. A Arábia Saudita já afirmou repetidas vezes, entretanto, que não cederá às exigências do grupo.
- Por favor, libertem meu pai. Ele é um homem inocente. Ele ama os muçulmanos. A Arábia Saudita é sua casa - disse o filho de Johnson, Paul, à rede de TV Al-Arabyia.
A mulher do refém, a tailandesa Thanon, exortou as autoridades dos EUA a salvarem seu marido.
- Me dói tanto quando vejo as imagens de meu marido, eu caio no chão - disse ela. - Ele é um homem doente, precisa de remédios. Ele não fez nada errado.
O Departamento de Estado dos EUA alertou cidadãos americanos na Arábia Saudita sobre graves ameaças à sua segurança e repetiu a advertência para que deixassem o reino - que trava uma batalha contra a Al-Qaeda há anos.
O seqüestro de Johnson, que se seguiu a uma série de atentados suicidas e ataques a tiros nas últimas seis semanas, aumentou a pressão da Al-Qaeda, que tenta derrubar a monarquia aliada dos EUA e expulsar os ocidentais do país natal de Bin Laden.
Washington disse que usará todos os recursos possíveis para conseguir a libertação de Johnson, mas não fará concessões a seus captores.
Família de americano refém da Al-Qaeda apela por sua vida
A família do engenheiro americano refém da rede Al-Qaeda na Arábia Saudita aguarda ansiosa, nesta sexta-feira, uma notícia sobre Paul Marshal Johnson, seqüestrado semana passada. Expirou nesta manhã o prazo que os militantes deram para que o governo saudita libertasse terroristas em troca da vida do americano. (Leia Mais)
Sexta, 18 de Junho de 2004 às 06:26, por: CdB