Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Família de Amarildo ajuiza ação de indenização por danos morais

A família do ajudante de pedreiro Amarildo ajuizou uma ação de indenização, por danos morais, contra o Estado do Rio de Janeiro. O processo foi distribuído para a 4ª Vara de Fazenda Pública.

Sexta, 16 de Agosto de 2013 às 09:15, por: CdB
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A família do ajudante de pedreiro Amarildo ajuizou uma ação de indenização, por danos morais, contra o Estado do Rio de Janeiro
A família do ajudante de pedreiro Amarildo ajuizou uma ação de indenização, por danos morais, contra o Estado do Rio de Janeiro. O processo foi distribuído para a 4ª Vara de Fazenda Pública. Os autores da ação indenizatória são mulher de Amarildo, Elisabete Gomes da Silva, e mais nove parentes. Eles responsabilizam o Estado e pedem à Justiça uma antecipação de tutela pelo fato de o Poder Público não dar segurança ao pedreiro. O delegado Rivaldo Barbosa, informou que o veículo  que teria acompanhado o carro da UPP da Rocinha no dia em que o ajudante de pedreito Amarildo de Souza desapareceu 14 de julho, não retirou o corpo do pedreiro da favela. - Não se sustenta, essa hipótese não se sustenta neste momento. Esse carro já foi identificado, já foi periciado e a pessoa que dirigia esse carro ela já prestou depoimento na Divisão de Homicídios hoje. Não há até agora nenhum indício que esse carro tenha sido utilizado no transporte de nenhum corpo. A investigação é muito complexa. Nós não descartamos nenhuma possibilidade do que possa ter acontecido. Em razão da complexidade de uma vinculação entre uma investigação, que teve na 15ª DP (Gávea) com o desaparecimento do Amarildo, a gente não descarta nenhuma possibilidade - afirmou o delegado Rivaldo Barbosa. A polícia do Rio voltou a ouvir o PM que dirigiu o carro onde ajudante de pedreiro Amarildo de Souza foi conduzido, na noite em que desapareceu, na Rocinha, dia 14 de julho. Na quarta-feira, o Jornal Nacional mostrou que o policial omitiu informações sobre o trajeto percorrido. No depoimento desta quinta, ele disse que se perdeu a caminho do Batalhão de Choque da Polícia Militar. De acordo com informações do portal G1. O delegado da Divisão de Homicídios (DH), que apura o desaparecimento, disse que os dados do GPS que estava no rádio do carro da PM já faziam parte do inquérito. Os investigadores analisaram o trajeto, percorrido em 2 horas e 27 minutos, na noite de 14 de julho, e já haviam intimado o soldado que dirigia o veículo a dar mais explicações. O teor desse novo depoimento não foi revelado. - Considero absolutamente ninguém suspeito, mas eu considero que existem circunstâncias que vão conduzindo a nossa investigação. Dizer que alguém é suspeito ou não, não é o momento apropriado da investigação. A gente trabalha com a possibilidade de agentes públicos terem cometido o desaparecimento do Amarildo, como também o tráfico de drogas da localidade ter desaparecido com o Amarildo - disse Rivaldo Barbosa. Segundo os registros do GPS, também revelados nesta quarta, com exclusividade, depois de sair de um posto da UPP, com Amarildo, o carro conduzido pelo soldado levou menos de três minutos para chegar à sede da unidade, na parte alta da comunidade. Vinte e cinco minutos mais tarde, o veículo deixou a Rocinha em direção à Zona Portuária da cidade, por onde circulou durante 47 minutos. O carro voltou para a Zona Sul e retornou para a área central da cidade duas vezes. No caminho, parou três vezes: no Batalhão de Choque da PM, por sete minutos; no Hospital Central da PM, por dois minutos; e no batalhão do Leblon, durante seis minutos. A viatura só voltou para a Rocinha depois das 22h. Segundo o comandante das UPPs, Frederico Caldas, os dois PMs contaram que deixaram a Rocinha para abastecer o carro, no Centro, mas que, no caminho para o Batalhão de Choque, se perderam. “Normal seria que eles abastecessem no 23º batalhão no Leblon, que é a unidade mais próxima, mas não havia combustível disponível lá. Então eles receberam a ordem pra seguir até o Batalhão de Choque. Foram direto para o Batalhão de Choque, erraram uma entrada na saída do Túnel Rebouças, foram parar na rodoviária. Lá na rodoviária eles pediram informação ao sargento do Batalhão de Turismo, retornaram ao Batalhão de Choque e lá fizeram o abastecimento”, explicou Frederico Caldas. A chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, avaliou o trabalho nas investigações. “Essa é uma investigação complexa, essa é uma investigação que vai demandar da Polícia Civil ter muito cuidado, muita atenção. Diante dessa complexidade, um mês não é tanto tempo assim.”  
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