Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Família continua sem notícias do engenheiro seqüestrado no Iraque

Segunda, 24 de Janeiro de 2005 às 09:22, por: CdB

A família do engenheiro brasileiro João José  Vasconcelos Junior, seqüestrado na última quarta-feira no Iraque continua sem notícias dele, levado pelo grupo rebelde Brigadas Mujahidin. O governo brasileiro á decidiu deixar a construtora Norberto Odebrecht assumir as eventuais negociações com o grupo, informou à Folha Online o embaixador do Brasil em Amã (Jordânia), Antônio Carlos Coelho da Rocha.

A Odebrecht deverá contar com os serviços de uma empresa especializada nesse tipo de negociação. A avaliação é que a entrada nas discussões do governo brasileiro, que foi contra a guerra no Iraque, daria uma relevância política desnecessária ao caso, que só atrapalharia neste momento.

- É a Odebrecht que vai conduzir as ações. Por enquanto, não temos nenhuma instrução do Itamaraty [no sentido de conduzir qualquer negociação ou contato com os seqüestradores]", afirmou Coelho da Rocha à Folha Online. Segundo o embaixador, qualquer ação concreta por parte da embaixada "será definida no momento oportuno".

A família do engenheiro foi orientada a manter silêncio durante as eventuais negociações com o grupo rebelde que teria realizado o seqüestrado, disse à Folha Online Carla de Vasconcelos, irmã do engenheiro.

- Infelizmente, não temos nada a acrescentar agora. Não há qualquer novidade e estamos aguardando o desenrolar do caso - disse ela. A família de Vasconcelos vive em Juiz de Fora (MG).

Outra irmã do engenheiro, Isabel Cristina, afirmou que não havia negociações em andamento.

-Nenhum contato foi feito, mas todas as possíveis ações estão sendo discutidas entre a família e a Odebrecht - afirmou em entrevista à Rede Globo.

Vasconcelos desapareceu na última quarta-feira, na cidade de Beiji (Iraque), onde trabalhava para a construtora. O carro onde estava foi atacado por rebeldes --o grupo Brigadas Mujahideen assumiu a autoria do seqüestro no sábado. Os dois funcionários da empresa britânica Janusian Security Risk Management, que estavam com ele no automóvel, morreram.

De acordo com a "BBC", a família recebeu a informação de que os seqüestradores demoram de três a quatro dias para fazer algum contato. Por isso, estariam esperando com esperanças de que, nesta segunda-feira, eles tivessem notícias do engenheiro.

Isabel Cristina se disse esperançosa e cita o caso divulgado ontem, em que um grupo rebelde iraquiano soltou oito reféns chineses. "Acreditamos na clemência de quem quer que esteja com meu irmão".

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