A família do desaparecido político Virgílio Gomes da Silva mostrou nesta quinta-feira, às 14h, no auditório Wladimir Herzog, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, as provas de que Virgílio foi morto por tortura nas dependências do DOI CODI-SP, onde funcionava a Operação Bandeirantes, em 29 de setembro de 1969. O nome do ex-militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN) consta da relação de 136 prisioneiros políticos desaparecidos e a União reconheceu a responsabilidade pela morte dele.
"Sua viúva e os quatro filhos querem que seja indicada a localização de seus restos mortais para que possam, finalmente, enterrá-lo com a dignidade que merece", informa a nota publicada pelo Grupo Tortura Nunca Mais.
Durante a apresentação, foi exibido o laudo do Instituto Médico de São Paulo que prova a morte por tortura e também uma foto com as impressões digitais, feita depois da morte da vítima. Sobre o laudo, aparece um aviso escrito à mão com a frase "Não deve ser informado".