A paz no Oriente Médio depende apenas de vontade política, na avaliação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
– Os elementos centrais para que ocorra a paz estão dados – o que falta é vontade política de concretizar a paz – afirmou o chanceler, nesta sexta-feira, após viagem de três dias que fez a Israel, Palestina, Síria e Jordânia.
Na viagem pelo Oriente Médio, Amorim, fez um apelo à comunidade internacional: Que todos os países pressionem Israel e Palestina para que cumpram a Resolução 1860 da Organização das Nações Unidas (ONU), que determina o imediato cessar-fogo na Faixa de Gaza. A resolução foi votada pelo Conselho de Segurança da ONU no dia 9 deste mês e aprovada por 14 votos, com abstenção dos Estados Unidos.
– Estamos numa situação especialmente grave em que uma resolução do Conselho de Segurança não está sendo respeitada. É fundamental que a comunidade internacional se mobilize – disse Amorim.
Para ele, não são apenas as populações da Palestina e de Israel que estão em perigo. Está em jogo a credibilidade da ONU e do Conselho de Segurança.
– Além da importância evidente que tem, que é fazer parar as mortes e o sofrimento, o cumprimento da resolução é indispensável para que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança continuem a ter um mínimo de credibilidade. Se não houver esse cumprimento, seremos jogados numa 'lei da selva' nas relações internacionais, e creio que isso não interessa a ninguém. Os membros permanentes do conselho deveriam zelar para que essa resolução seja cumprida o mais rápido possível – afirmou.