Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Falta de remédios ameaça sobreviventes em Sumatra

Segunda, 03 de Janeiro de 2005 às 15:09, por: CdB

A falta de medicamentos e equipamento médico, além da probabilidade de novas doenças mortais devido à água contaminada, ameaçam a sobrevivência no norte da ilha indonésia de Sumatra, a região mais castigada pelo maremoto.


O diretor do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), Michael Elmquist, disse nesta segunda-feira que -800 mil pessoas precisarão de ajuda- na província de Aceh.


Em entrevista coletiva em Banda Aceh, capital desta província localizada na ilha de Sumatra e habitada por quatro milhões de pessoas, Elmquist acrescentou que -agora a principal prioridade é evitar as epidemias.


Mais de 100 mil pessoas que estão em campos e assentamentos temporários sofrem com a escassez de água potável.


Além disso, as altas temperaturas e a falta de condições sanitárias são outros fatores de risco para a aparição de várias doenças, como diarréia, cólera, complicações na pele e respiratórias.
A ministra indonésia da Saúde, Fadilah Supari, advertiu que os sobreviventes podem contrair doenças infecciosas devido à falta de serviços médicos.


Ela também afirmou que -teme pela saúde da população. As condições dos feridos que foram recebidos nos hospitais está piorando por causa da falta de equipamentos médicos e medicamentos, principalmente antibióticos injetáveis.


Segundo a ministra, os bebês e as crianças são os mais vulneráveis a infecções respiratórias, malária, diarréias, cólera e sarampo, doenças que geralmente aparecem depois das inundações.
Quase todos os centros médicos nas cidades atingidas pelo "tsunami" estão seriamente afetadas. Os hospitais de Banda Aceh, Nagan Raya, Aceh Ocidental e Aceh Jaya foram os mais prejudicados.


Agoes Koeshartono, que lidera os trabalhos de resgate entre os voluntários do Crescente Vermelho Indonésio em Aceh, afirmou à imprensa local que muitos dos sobreviventes têm doenças pulmonares e, segundo ele, -muita gente morreu por esta causa nos últimos cinco dias.
Equipes militares e voluntários estão sendo treinados para retirar os corpos que obstruem os canais usando botas de borracha e com bolsas plásticas negras.


A situação está piorando devido às fortes chuvas que atrapalham os trabalhos de resgate e prejudicam as já ruins condições sanitárias. Por outro lado, traz também um pouco de alívio para as pessoas que não têm água limpa.


Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou sua advertência de que milhares de pessoas ainda podem morrer devido a doenças como o cólera ou a disenteria.

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