Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Falta de patrocínio faz Flamengo atrasar salários

Terça, 09 de Março de 2004 às 23:56, por: CdB

Enquanto tenta reencontrar seu rumo no Campeonato Estadual do Rio com a volta de Felipe, o Flamento tenta resolver também seus problemas fora de campo. Com R$ 3,5 milhões das cotas de patrocínio da Petrobras bloqueados por uma ação civil pública, o clube não vai conseguir pagar nesta quarta os salários de jogadores e funcionários - estes já há dois meses sem receber.

O presidente do Flamengo, Márcio Braga, disse que a situação só deverá ser resolvida em dez dias.

O dirigente participou de reuniões em Brasília no Ministério da Previdência e no INSS, onde conseguiu garantias de que a liminar que impede o recebimento do dinheiro da Petrobras será derrubada.

A empresa patrocinadora também está empenhada em conseguir resolver a questão. Nesta quinta-feira, Márcio Braga terá um encontro com o prefeito do Rio, César Maia, em que deverá conseguir um adiantamento de R$ 2 milhões para conseguir a certidão negativa de débito e liberar as cotas de patrocínio. Inicialmente, a quantia da Prefeitura seria usada para a construção do Centro de Treinamento (CT) 'Ninho do Urubu', em Vargem Grande.

- Pretendo levar ao prefeito a guia de pagamento do INSS no valor de R$ 2 milhões. Com o dinheiro que a prefeitura nos dará, pagaremos ao INSS e com a verba que vamos receber da Petrobras iremos repor os R$ 2 milhões e iniciar as obras de construção do CT - disse Márcio Braga.

Assim que resolver os problemas imediatos, o dirigente disse que irá partir para a contratação de reforços para a disputa do Campeonato Brasileiro. Os atacantes Luizão e França, que vivem má fase no futebol alemão, estão na mira rubro-negra. Márcio Braga afirmou que, se pudesse, gostaria de contratar ambos, mas esbarra na falta de recursos.

- Temos uma dívida superior a R$ 200 milhões, sendo R$ 108 milhões apenas de dívida pública (INSS, Imposto de Renda e FGTS retidos na fonte). Além disso, temos os salários dos nossos atletas e dos 600 funcionários. Nossa prioridade é pagar em dia os salários, impostos e serviços. E isso vamos cumprir a partir do momento em que tivermos liberada a verba da Petrobras. Mas teremos recursos para fazer um time forte para o Brasileiro - afirmou.

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