Os médicos da rede pública estadual de saúde de Pernambuco farão uma assembléia nesta terça-feira para avaliar as propostas apresentadas pelo governo do estado de reajuste salarial de 7% sobre o salário base e criação de um plano de cargos e carreiras. Há uma semana, mais de 100 médicos dos três hospitais da rede pediram demissão.
Enquanto o impasse não é resolvido, os hospitais buscam alternativas para suprir a falta de pessoal. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital da Restauração, a superlotação da unidade tem sido evitada com a distribuição de pacientes para outros hospitais da rede pública e policlínicas da prefeitura do Recife. Durante os plantões, uma média de 300 casos de urgência chegam ao hospital.
No Hospital Getúlio Vargas, um dos setores mais afetados é a unidade de trauma.
— Não tem cirurgião vascular nem traumato-ortopedistas. Tentamos mandar esses pacientes para o Hospital Português [particular, credenciado ao SUS], que recusou —, conta o médico Vandré Carneiro.
— Estamos com uma vítima de traumatismo cranioencefálico grave, tentando transferir por meio da Secretaria Estadual de saúde. O que o estado vai fazer, a gente ainda não sabe, declarou —, disse.
Falta de médicos ainda compromete atendimento de emergências em Recife
Segunda, 30 de Julho de 2007 às 13:09, por: CdB