Autoridades na Europa têm tentado nos últimos meses alcançar as plataformas sociais para combater o crescente racismo online na sequência da crise de refugiados e ataques terroristas
Por Redação, com Reuters - de Bruxelas:
O Facebook, o Twitter, o YouTube, do Google, e a Microsoft prometeram nesta terça-feira avaliar os pedidos de remoção de conteúdo agressivo publicado em suas plataformas dentro de 24 horas como parte de um código de conduta acordado com os reguladores da União Europeia.
Autoridades na Europa têm tentado nos últimos meses alcançar as plataformas sociais para combater o crescente racismo online na sequência da crise de refugiados e ataques terroristas.
A comissária europeia de Justiça Vera Jourova disse que combater o discurso de ódio online ilegal teve a urgência elevada devido ao crescente uso das mídias sociais pelos grupos terroristas para radicalizar os jovens e espalhar violência e ódio.
A Comissão Europeia disse que os quatro gigantes da web vão analisar a maioria das notificações válidas para remoção de discurso de ódio ilegal em menos de 24 horas e remover ou desabilitar o acesso a esse conteúdo, se necessário.
O Facebook disse que os anúncios de seus clientes agora serão visíveis em aplicativos de terceiros e sites para quem quer que já tenha visitado seu site e não apenas para usuários logados em sua rede social.
Contudo, as pessoas podem decidir se querem ver anúncios em aplicativos e sites não oferecidos pelo Facebook, com base em suas preferências para anúncios, disse a companhia na véspera.
O Facebook, assim como outras fornecedoras de anúncios online, usa os chamados cookies para coletar dados sobre hábitos de navegação de usuários e exibir publicidade relevante.
A companhia, que possui mais de 1,6 bilhão de usuários, oferece serviços de publicidade online sob o seu negócio "Audience Network".
No primeiro trimestre, o Facebook gerou mais de 80 % de sua receita com anúncios de US$ 5,2 bilhões com publicidade em dispositivos móveis.
A companhia tem lançado novos recursos para fortalecer a publicidade móvel e encorajar consumidores a experimentar com anúncios em vídeo.