Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Facebook terá de pagar US$ 20 milhões por usar perfil de usuários em publicidade

Um juiz norte-americano concedeu aprovação final para um acordo de US$ 20 milhões a ser pago pelo Facebook em um processo sobre publicidade, apesar de críticos afirmarem que o acordo não protege a privacidade de crianças usuárias da rede social.

Terça, 27 de Agosto de 2013 às 05:04, por: CdB
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Cinco pessoas entraram com uma ação contra o Facebook em 2011
Um juiz norte-americano concedeu aprovação final para um acordo de US$ 20 milhões a ser pago pelo Facebook em um processo sobre publicidade, apesar de críticos afirmarem que o acordo não protege a privacidade de crianças usuárias da rede social. Cinco pessoas entraram com uma ação contra o Facebook em 2011, afirmando que o programa da rede social "Histórias Patrocinadas" informava os amigos dos usuários quando estes utilizavam a opção "curtir" para determinadas marcas sem pagá-los ou permitir que eles desabilitassem esse mecanismo. As "Histórias Patrocinadas" são anúncios que aparecem na página de notícias dos usuários do Facebook e normalmente estão ligados ao nome e à foto do perfil de um dos amigos, que "curte" a marca. O caso levantou preocupações sobre privacidade e a forma como o Facebook monetiza conteúdo dos usuários. Sob os termos do acordo, o Facebook pagará US$ 20 milhões para compensar os demandantes, e prometeu dar aos usuários mais controle sobre como seu conteúdo é compartilhado mudanças que os advogados dos demandantes avaliam em US$ 145 milhões. O Facebook cobrou dos anunciantes aproximadamente US$ 234 milhões pelas "Histórias Patrocinadas" entre janeiro de 2011 e agosto de 2012, afirmam dados do processo. Advogados de defesa dos direitos das crianças argumentaram que nenhum menor pode ter seu conteúdo compartilhado com anunciantes. Mas na decisão desta segunda-feira, o juiz do distrito de São Francisco Richard Seeborg escreveu que o acordo, "apesar de não incorporar todas as funções que alguns dos opositores prefeririam, possui valor significativo". Representantes do Facebook e dos demandantes não foram encontrados para comentar o caso.
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