Facebook aumenta perfis de usuários com foco em publicidade
O Facebook está expandindo os perfis internos de usuários que sustentam seu sistema de publicidade direcionada, pela primeira vez, incluindo informações pessoais com base em atividades que não ocorreram dentro dos limites de sua rede social. Apesar de o Facebook ter mantido por muito tempo perfis internos de usuários com base nos comentários que fazem e as mensagens que eles "curtem" dentro de sua rede social.
Os perfis avançados permitirão que anunciantes ofereçam anúncios mais relevantes, disse o Facebook em um post de blog anunciando a mudança
O Facebook está expandindo os perfis internos de usuários que sustentam seu sistema de publicidade direcionada, pela primeira vez, incluindo informações pessoais com base em atividades que não ocorreram dentro dos limites de sua rede social.
Apesar de o Facebook ter mantido por muito tempo perfis internos de usuários com base nos comentários que fazem e as mensagens que eles "curtem" dentro de sua rede social, a empresa vai agora detalhar esses perfis com informações com base em alguns dos sites externos e aplicativos móveis que seus usuários usam. Esse movimento poderia inflamar ainda mais as preocupações sobre a forma como o Facebook trata a privacidade pessoal.
Os perfis avançados permitirão que anunciantes ofereçam anúncios mais relevantes, disse o Facebook em um post de blog anunciando a mudança nesta quinta-feira.
Se um usuário do Facebook busca uma nova televisão em um site externo ou dentro de um aplicativo móvel, o seu perfil agora pode indicar um interesse em televisores e em eletrônica, tornando mais fácil para os anunciantes lançando dispositivos eletrônicos chegarem a esse usuário no Facebook.
O Facebook já tem acesso a muitas dessas informações por meio de ferramentas que usa para medir o desempenho de seus anúncios, bem como através de "plug-ins" que integram recursos do Facebook em sites de terceiros, mas a empresa não tinha até agora incorporado os dados em seus perfis de usuários com foco em publicidade.
Para acabar com potenciais preocupações sobre a privacidade, o Facebook vai pela primeira vez dar aos usuários a capacidade de rever e editar os seus perfis de publicidade interna. Ao clicar em um botão ao lado de anúncios do Facebook, um usuário pode ver todos os "interesses" em seu registro, remover categorias indesejadas e adicionar quaisquer categorias desejadas.
O Facebook disse que também irá fornecer um link para um site de indústria, que permitirá que os usuários não tenham suas atividades em sites monitorados, bem como um link para os controles apropriados dentro de seus smartphones para eliminar rastreamento de aplicativos móveis.
As novas capacidades de anúncio ocorrem enquanto o Facebook se esforça para elevar sua receita de publicidade em meio a concorrência do Google e abordam preocupações persistentes sobre a privacidade pessoal na rede social número 1 do mundo.
Em abril, o diretor executivo Mark Zuckerberg anunciou novos recursos que permitem aos usuários limitar a quantidade de informações pessoais que eles compartilham com aplicativos móveis.
Multa recorde
Outra gigante da área de Tecnologia da Informação, a fabricante norte-americana de chips Intel foi derrotada nesta quinta-feira em seu recurso contra uma multa recorde de 1,06 bilhão de euros (US$ 1,44 bilhão) aplicada pela União Europeia há cinco anos, uma vez que a segunda mais alta corte da Europa declarou que os reguladores não agiram de modo exageradamente duro.
A Comissão Europeia disse, em sua decissão de 2009, que a Intel tentou minar a rival Advanced Micro Devices (AMD) concedendo abatimentos para as fabricantes de PC Dell, Hewlett-Packard, NEC e Lenovo pela compra da maioria de seus chips de computador da Intel. A autoridade de competição da UE disse que a Intel também pagou a cadeia alemã de varejo Media Saturn Holding para que ela estocasse apenas computadores com seus chips.
Juízes do Tribunal Geral disseram nesta quinta-feira que apoiam a decisão da Comissão.
"A comissão demonstrou dentro do padrão legal exigido que a Intel tentou esconder a natureza anticompetitiva de suas práticas e implementou uma estratégia abrangente de longo prazo para bloquear os canais de vendas estrategicamente mais importantes à AMD", declarou o tribunal em sua decisão de quase 300 páginas.
Os juízes disseram que o regulador da UE não foi excessivamente duro com o nível da multa, igual a 4,15 por cento do faturamento da Intel em 2008, ante um possível máximo de 10 por cento. Embora as multas da Comissão raramente atinjam o número máximo, o nível crescente das multas é fonte de preocupação para muitas companhias.
A Intel, que pode levar seu caso adiante para o Tribunal de Justiça da União Europeia mas apenas sobre pontos de lei, não quis comentar se faria isso.
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