Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Fabricante chinês lança MacBook pirata a US$ 280

Sexta, 19 de Março de 2010 às 10:19, por: CdB

Shenzen, na China, é uma região que está ficando famosa por sua capacidade de produzir produtos copiados/pirateados. E a fabricante de eletrônicos Teso, parece levar esse espírito de “clonagem” muito a sério. Tanto que se especializou em copiar a Apple e sem a menor cerimônia, chegando a realizar até um evento para exibir suas “criações”.

A empresa já oferece uma versão pirata do MacBook Air (com direito a logo da maçã na tampa e mesmo nome para o modelo, apesar de ser branco),  mas que roda o sistema operacional Windows XP. A Teso também está desenvolvendo uma espécie de “iPhone de Itu”, um dispositivo idêntico (fisicamente falando, claro) ao celular da Apple, mas que é maior e tem tela de 10 polegadas. Na verdade, ele não é um celular, mas sim um tablet, com chip Atom, da Intel.

E, uma cópia do iPad também já está a caminho. Porém, a versão chinesa não utilizará o iPhone OS, mas sistema operacional Android, do Google. “Se você vai copiar algo, então copie os modelos mais caros e os mais populares”, ensina o porta-voz da empresa, que se identifica como Wu.

A cada mês, a Teso vende mais de 5 mil unidades de seu MacBook Air pirata, cotado a US$280 a unidade (um autêntico custa US$1.500 nos EUA) afirma Wu, que lamenta não poder oferecer seus aparelhos no mercado norte-americano.

No evento, a empresa mostrou um mock-up (equipamento apenas para exibição) de seu “iPhone gigante”, mas afirma que o produto estará disponível até o final de abril por US$440 caro, para um tablet chinês).  Seu outro tablet, que vai pegar carona no iPad, pretende reproduzir o visual do equipamento da Apple. Ele chega às lojas até julho e custará 175 dólares, cheio de softwares “grátis”, claro.

Os equipamentos falsificados são vendidos por toda a China, em mercados caóticos de eletrônicos, ao lado de versões legítimas (mas contrabandeadas) de iPhones e aparelhos de outros fabricantes, como a HTC. Para completar, também há os clones, equipamentos quase iguais no visual, mas que mudam um ou outro detalhe. Por dentro, a configuração é bem diferente, claro. Muitos desses equipamentos são vendidos também no Brasil, em ruas e galerias como as da Santa Ifigênia, em São Paulo.

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