Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

FAB restringe pousos de jatos de autoridades no Campo de Marte

Terça, 06 de Novembro de 2007 às 10:14, por: CdB

Uma norma operacional da Força Aérea Brasileira (FAB) restringe os pousos das aeronaves do Grupo de Transporte Especial (GTE), responsável pelos vôos com ministros e autoridades, no Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. De acordo com Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), além de questões de segurança, o elevado custo das aeronaves faz com que os vôos não ocorram no local.

O GTE conta com oito aeronaves do modelo Learjet 35, o mesmo que caiu neste domingo sobre casas do bairro da Casa Verde. Outra justificativa para a restrição de pousos no Campo de Marte é que, ao contrário da aeronave acidentada, os jatos do GTE não têm reverso nas turbinas, equipamento que auxilia na frenagem dos aviões em pistas menores.

A pista do Campo de Marte tem 1.600 metros de comprimento, mas um morro que fica na direção da cabeceira impede que as aeronaves façam uma manobra necessária para o pouso logo no início do espaço disponível. Por conta disso, os jatos tocam o solo já com 300 metros de pista, o que faz com que, na prática, haja apenas 1.300 metros para a operação. A norma da FAB determina que os aeroportos usados para o pouso destes jatos tenham, no mínimo, 1.500 metros disponíveis.

O tenente-coronel Henry Munhoz Wender diz que, além da segurança das autoridades, também está em jogo o alto custo das aeronaves. — Existe todo um cuidado com o transporte de autoridades, que são representantes da nação. Mas quando você está operando um Legacy, está operando um equipamento que custa mais de US$ 20 milhões. São equipamentos caríssimos. Todo cuidado é o mínimo que a nação exige de nós — disse.

Além dos oito aviões do modelo Lerjet 35, fazem parte da frota do GTE o avião presidencial, um Airbus apelidado de “Aerolula”, jatos Legacy, Boeings e helicópteros.

O acidente

Oito pessoas morreram na tarde de domingo quando um jatinho executivo caiu sobre residências na região de Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo. O avião, que caiu por volta das 14h10, havia decolado minutos antes do Aeroporto de Campo de Marte. 

Morreram no acidente o co-piloto da aeronave Alberto Soares Júnior, de 24 anos, o piloto Paulo Roberto Montezuma Firmino, de 39 anos, e seis pessoas da mesma família que estavam em uma das residências atingidas: Lina Oliveira Fernandes, de 75 anos, Aires Fernandes, de 53 anos, Rosa Lima, de 54 anos, Ana Maria Lima Fernandes, de 21 anos, Lucas de Souza Soh Júnior, de 20 anos, e Luan Vitor de Lima, de 9 meses.

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