O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (Cenipa) reforçou nesta sexta-feira que não houve pane nos equipamentos de comunicação ou no transponder do jato Legacy, que se chocou no ar contra o Boeing da Gol há um ano. A Aeronáutica também descartou a "ineficiência ou deficiência" dos radares do controle do tráfego aéreo. No entanto, as investigações apontam que "algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados". O relatório final do Cenipa deverá informar os motivos.
Estas foram algumas conclusões da Aeronáutica após um ano de investigação do acidente que matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006. O relatório final sobre a tragédia, contudo, ainda não foi concluído. A informação foi repassada pelo chefe do Cenipa, Jorge Kersul, e pelo presidente da comissão de investigação, coronel Rufino Antonio da Silva Ferreira, ao tio de uma vítima do acidente, Jorge André Cavalcante.
No documento sobre um ano do acidente com o vôo da Gol, divulgado nesta sexta, a Aeronáutica afirma que, "sob a ótica da prevenção, todo acidente decorre da junção de diversas condições alinhadas, as chamadas barreiras de segurança, e nunca em conseqüência de um único fator".
A Aeronáutica negou que tenha vazado informações sobre as investigações, "consciente das normas internacionais que regem tal procedimento e da importância de se preservar dados necessários para o esclarecimento dos fatores que contribuíram com o acidente". Disse ainda que os familiares das vítimas têm recebido informações "consolidadas" sobre o acidente, incluindo "dados das caixas-pretas e dos diálogos gravados no controle de tráfego aéreo".
Para justificar atrasos e cancelamentos de vôos, a Aeronáutica informou que 18 controladores foram afastados do trabalho, no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo em Brasília (Cindacta-1), para receber auxílio psicológico.
FAB descarta pane em equipamentos do <i>Legacy</i>
Sexta, 28 de Setembro de 2007 às 19:12, por: CdB