O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quinta-feira que ainda não foi procurado pelo presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), para tratar da extinção da verba indenizatória dos parlamentares, de R$ 15 mil mensais. O dinheiro é pago aos senadores e deputados para custear despesas no estado de origem e viagens.
Chinaglia disse que o debate sobre a extinção da verba indenizatória não está "no horizonte".
— Não falamos a respeito. Isto não está na pauta da Câmara —, afirmou.
Nesta quarta-feira, Tião Viana disse que a Mesa Diretora do Senado decidiu iniciar o debate sobre a divulgação dos gastos realizados com este auxílio e, também, sobre a extinção do mesmo. Afirmou também que iria procurar Chinaglia para que as duas Casas discutissem a questão.
Questionados sobre o assunto, líderes partidários na Câmara dos Deputados se mostraram favoráveis à manutenção da verba indenizatória. O vice-líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirmou que é contrário à extinção da verba indenizatória.
— Nós temos duas questões totalmente separadas. O subsídio de um parlamentar é o salário que ele recebe pelo seu trabalho. A verba indenizatória é usada para arcar com despesas do exercício do mandato —, argumentou.
O líder do DEM, Onyz Lorenzoni (RS), defendeu a verba indenizatória porque considera importante para ajudar no trabalho que os deputados fazem nos seus estados.
— Num país que é uma federação, não há como um parlamentar fazer política no estado se não houver estrutura —, disse.
Extinção da verba indenizatória não está na pauta da Câmara, diz Chinaglia
Quinta, 08 de Novembro de 2007 às 15:35, por: CdB