Presidente do Democratas, o deputado Rodrigo Maia (RJ) disse que a decisão sobre o caso do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pode ficar para a madrugada de sexta-feira. O prazo para Arruda entregar sua defesa termina na quinta (10) às 18 horas. Depois, a executiva do partido deverá analisar com rigor o relatório e dar uma decisão sobre a expulsão ou permanência do governador no partido.
– Não é uma discussão que vai levar 15 minutos. O partido precisa cumprir todos os seus prazos. Precisamos ter calma nesse momento e garantir o direito de defesa – completou.
A preocupação do partido é fazer um parecer que evite que o governador Arruda tente anular a decisão pelas vias judiciais.
– Uma decisão que tenha base legal para que ele não recorra à Justiça – disse.
Rodrigo Maia afirmou que uma decisão quanto ao possível envolvimento do vice-governador, Paulo Octávio, – também democrata – e de outros deputados distritais do partido, como o presidente afastado da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, será tomada futuramente:
– Tudo será feito no seu tempo. Nada ficará sem resposta. Esta semana vamos decidir o caso do governador e depois ver como fica a situação no Distrito Federal.
Paulo Octávio é citado nas denúncias como uma das autoridades que teriam recebido dinheiro do ex-secretário do GDF, Durval Barbosa. Leonardo Prudente aparece em gravações colocando dinheiro dentro das meias. À imprensa disse que guardou as notas na meia por uma questão de segurança.
Desgaste
Durante conversa com jornalistas, na noite passada, o governador mineiro, Aécio Neves, perguntado sobre os danos à aliança PSDB-DEM após as denúncias de corrupção contra o governador do Distrito Federal, disse que elas são "localizadas no DF" e que a parceria será mantida.
– É inegável que (as denúncias) foram negativas, mas elas são pontuais. O que une o PSDB ao Democratas é uma visão moderna da gestão pública. Uma visão de mundo menos ideológica e mais moderna, e isso está mantido – disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu o prêmio de Brasileiro do Ano e participará da cúpula do Mercosul em Montevidéu nesta terça-feira, não conversou com os jornalistas. O evento contou ainda com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, escolhido Brasileiro do Ano na Economia, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).