A partir desta terça-feira, a Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro apresenta a exposição Seis Décadas de Vitória, uma homenagem à cantora Marlene, que até hoje conta com uma legião de fãs. A abertura da exposição será às 17h e contará com a presença da cantora, além de amigos e admiradores.
"A que canta diferente", "Aquela que não perde a majestade", "A incomparável" são alguns dos slogans de Marlene que nasceu Victoria Bonaiute, na cidade de São Paulo. Com apenas 16 anos, a cantora estreou profissionalmente na Rádio Tupi e adotou o nome artístico. Nessa época, mudou-se para o Rio e, em 1946, há seis décadas, portanto, gravou o primeiro disco.
Também no cinema e no teatro sua presença já vinha sendo requisitada, mas o grande sucesso veio com a ida para a poderosa Rádio Nacional, em 1948, onde se tornou uma verdadeira estrela. Rainha do Rádio em 1949, cada vez mais ampliava seus sucessos. Mostrou sua arte na França, no Chile e na Argentina e, no Brasil, continuou gravando, atuando e se apresentando no rádio e em shows pelo país afora. Ativa, desenvolta, atraente, recebeu inúmeros prêmios e condecorações. Marlene gravou nossos melhores compositores, até chegar aos contemporâneos Chico Buarque e Caetano Veloso.
A exposição, que conta com o apoio da Associação Marlenista, apresenta revistas, troféus e painéis, cujas imagens e textos foram cedidos pelo pesquisador Cezar Sepúlveda. São fotos variadas da cantora durante seis décadas, com diversos textos e citações. Para Ana Ligia Medeiros, diretora do Departamento Geral de Bibliotecas, "Seis Décadas de Vitória", além de homenagear uma das maiores cantoras da música popular, dá continuidade ao trabalho que a biblioteca estadual vem realizando para resgatar a cultura popular do Rio.
A exposição fica aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, até 31 de março. A Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro fica na Avenida Presidente Vargas 1.261. Informações pelo telefone 2252-6810.