O Cristo Redentor - um dos cartões postais mais famosos do Brasil - comemora seus 75 anos de construção com a exposição multimídia Christo Redemptor, a partir desta terça-feira, no Centro Cultural Arte SESC. A mostra gratuita reúne o maior acervo de imagens, textos históricos e objetos do monumento.
Na trilha multimídia da exposição, o público percorrerá diferentes ambientes, por onde será possível conhecer mais detalhes da história de um dos monumentos mais visitados do mundo.
- São mais de cinqüenta acervos de colecionadores que cederam gratuitamente objetos, documentos e fotografias sobre o Cristo Redentor. O Sesc tem muita satisfação em realizar um projeto deste porte, que entrega para o público uma parte importante da história da cidade. O caráter multimídia é um dos pontos altos da mostra - diz Stela Costa, coordenadora de artes visuais do SESC Rio.
A curadoria da exposição é de Bel Noronha, cineasta e bisneta e Heitor da Silva Costa - o arquiteto brasileiro que desenhou a obra.
- A história do Cristo Redentor acompanhou a minha família, mas se tornou fato na minha vida quando resolvi, há três anos, iniciar a pesquisa para um documentário. Essa busca me revelou o quanto havia de desinformação sobre a história dessa construção. Vamos mostrar na exposição alguns detalhes como os livrinhos que meu bisavô publicou sobre a obra, fotos de arquivos que foram reunidas especialmente nesse projeto. São histórias saborosas, para serem apreciadas e divididas com todos - diz Noronha.
Na primeira sala circular do Centro Cultural Arte SESC é o visitante que se coloca no lugar do monumento, num pedestal posicionado no centro do espaço, de onde terá uma visão panorâmica da cidade. No próximo ambiente, fotos de Marc Ferrez, do arquivo do Instituto Moreira Salles, mostram o Corcovado ainda sem o Cristo Redentor, levando o público a uma viagem no tempo, com exposição de revistas e objetos da época, além de textos do arquiteto Heitor da Silva Costa que revelam as primeiras idéias para o Cristo Redentor.
Das fotos à animação, que será exibida na sala seguinte com as diversas histórias fantasiosas em torno da obra, como a vinda da estátua de helicóptero, a montagem em partes trazidas da França, o presente do governo francês, entre outras.
- As duas salas seguintes remontam a linha do tempo da concepção, em 1921, à construção, em 1931. Teremos jornais, textos, cartas, maquetes, desenhos não aprovados, os cálculos estruturais. O Cristo Redentor é um prédio de apartamentos - revela Bel Noronha, curadora da exposição e bisneta de Heitor da Silva Costa.
A diversidade de materiais sobre o Cristo Redentor estará representada por um vídeo-mosaico com mais de 300 imagens. São fotos de Custódio Coimbra, Zeca Linhares, charges de Millôr, Jaguar e Chico Caruso, antigos cartões postais, quadros de J. Araújo, desenhos de J. Carlos. A passagem para o espaço seguinte mostra um outro mosaico, dessa vez com matérias publicadas ao longo dos últimos 75 anos que trazem o Cristo Redentor como personagem principal, ambiente criado especialmente pelo arquiteto Chicô Gouveia, um dos colecionadores que cederam peças para a exposição. Outro destaque é a sala onde será exibido o documentário que dá nome à mostra: Christo Redemptor, produzido e dirigido por Bel Noronha.
Os dois ambientes que fecham o circuito da exposição foram pensados para despertar a curiosidade do público: no primeiro, uma grande cristaleira traz objetos raros - de colecionadores como Fernando França Leite, dos artistas plásticos Guilherme Secchin, Glauco Rodrigues, Mario Mendonça e Thereza Miranda - que se juntam aos diversos suvenires para turistas, de sabão com desenhos do Cristo Redentor até pratos texturizados. O segundo é voltado especialmente para as crianças, em uma sala cheia de cor, com quadros de artistas populares e atividades como a do j