Governo federal e setor privado assinaram hoje, em São Paulo, convênio para incentivar exportações de softwares produzidos no Brasil que prevê inves timentos de R$ 11,8 milhões apenas em 2005 - R$ 4,6 milhões da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex) e o restante da Sociedade para Promoção da Excelência de Software Brasileiro (Softex).
Atualmente, o total de vendas para o mercado externo é de cerca de US$ 500 milhões, contra US$ 1,1 bilhão de importações. A meta do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior é exportar US$ 2 bilhões em 2007. A produção de softwares está entre as áreas prioritárias da política industrial .
"Queremos dar visibilidade ao software brasileiro. Hoje, poucas empresas no mundo lembram do Brasil como produtor de softwares", enfatizou o presidente da Apex, Juan Quirós. "Minha preocupação é fortalecer a marca Brasil lá fora", afirmou. Segundo ele, O Brasil tem grande potencial de competitividade em áreas como automação bancária, telecomunicações, gestão empresarial, saúde, segurança e governo eletrônico.
O convênio fechado hoje com a Softex - entidade sem fins lucrativos que visa o desenvolvimento da indústria brasileira de Tecnologia da Informação -TI - cria o chamado Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e serviços Correlatos (PSI -SW), um plano abrangente que tem por objetivo aumentar a competitividade das pequenas e médias empresas produtoras de softwares no mercado externo.
As ações incluem estudos e pesquisas de mercado, participação em missões comerciais, feiras e eventos, articulação com multinacionais para fornecimento de produtos e serviços por empresas brasileiras, entre outras frentes de atuação com foco prioritário nos mercados dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, China, Espanha, França, México e Argentina, e foco secundário em Emirados Árabes, Rùssia, Chile e Angola.
"É preciso ressaltar as oportunidades deste projeto. O potencial estimado do mercado internacional é de US$ 700 bilhões, US$ 100 bilhões e US$ 600 bilhões para serviços" revelou Quirós. De acordo com o presidente da Softex, Márcio Girão Barroso, estas oportunidades decorrem fundamentalmente de um movimento de terceirização dos processos de Tecnologia da Informação nos EUA, Europa e Ásia, do processo de adoção mundial de software livre e de fenômenos como os processos de inclusão digital deflagrados em vários países.
Barroso diz, porém que "essa janela se fechará, talvez rapidamente, na medida em que empresas de vários paises também a enxergarem. Agilidade, competência e ousadia serão fatores determinantes na busca por um lugar de destaque do lado de dentro dessa janela", alerta.
Voltado para pequenas e médias empresas, o programa setorial já nasce com 100 inscritos de todo o país - destes, apenas 30 declararam a efetivação de vendas para o mercado externo em 2004. A meta do PSI é que as 100 empresas, somadas, exportem US$ 16 milhões em 2005. A este grupo devem-se somar outras 100 que já participam de programas regionais semelhantes da Apex.
O PSI está aberto a qualquer empresa que atue nos segmentos de software pacote, software semi-customizado, offshore/outsourcing (software sob encomenda) e software de download/ ASP. Na ficha de inscrição, a empresa define os mercados e ações que a interessam e, a partir destas informações, Apex e Softex montam um programa de promoção comercial e desenvolvimento de competitividade específico para cada corporação.
Exportação de software terá investimento de R$ 11,8 milhões em 2005
Segunda, 21 de Fevereiro de 2005 às 18:17, por: CdB