Três explosões atingiram a capital de Mianmar no sábado, causando pelo menos nove mortes e ferindo mais de cem pessoas, afirmaram testemunhas e funcionários de um hospital.
Esta foi a mais recente de uma série de explosões no país, governado por militares desde 1962. O exército acusou "elementos destrutivos" pelos ataques anteriores -- termo utilizado para se referir a oponentes políticos e grupos rebeldes de minorias étnicas.
As duas explosões, que foram praticamente simultâneas, ocorreram em dois shoppings lotados e em um centro comercial em Yangon, informaram autoridades sem dar outros detalhes.
Uma das explosões matou três pessoas e feriu mais de 10 que assistiam a uma exposição num centro comercial em Yangon, disseram autoridades em Bangkok.
Segundo testemunhas, o trânsito estava congestionado ao redor do centro comercial e dos shoppings enquanto equipes de resgate trabalhavam para retirar os feridos. A polícia impôs segurança rígida na capital e outros shoppings foram fechados imediatamente.
A Karen National Union, grupo rebelde localizado na fronteira entre Mianmar e a Tailândia, negou responsabilidade pelo ocorrido.
No mês passado uma bomba matou três pessoas e feriu 15 em uma área comercial na cidade de Mandalay, a 690 quilômetros a norte de Yangon.
O governo militar do país enfrenta grande pressão de governos ocidentais e de vizinhos regionais para acelerar o movimento em direção à democracia e liberar o líder detido da oposição Aung san Suu Kyi.