Policiais interditam o local onde explodiu uma bomba neste domingo, em Bangcoc
Um total de 20 mortos e 58 feridos foi o rastro deixado por uma série de explosões, neste domingo, em dois países asiáticos. Logo no início da manhã, bombas explodiram em um acampamento de manifestantes anti-governo em Bangcoc, na mais recente onda de violência em uma crise política prolongada que divide o país e ameaça a economia tailandesa. A explosão, que feriu 28 pessoas, sete delas em estado grave, ocorreu um dia depois de os militares encorajarem ambos os lados para resolver suas diferenças na longa disputa de mais de dois meses, em que os manifestantes tentam derrubar o governo do primeiro-ministro eleito Yingluck Shinawatra.
– Havia 28 pessoas feridas devido à explosão no Monumento da Vitória. Entre essas, sete pessoas ficaram gravemente feridas – disse a repórteres o diretor-geral do Centro de Emergência Médica de Bangcoc, Suphan Srithamma.
Testemunhas disseram ter ouvido duas explosões. Na sexta-feira à noite, um homem foi morto e 35 manifestantes ficaram feridos na explosão de uma granada na capital. Isso leva a nove o número de mortos desde que os protestos começaram em novembro. Estes são os últimos episódios em um conflito de oito anos, que coloca a classe média de Bangcoc e o sistema monarquista contra os mais pobres, principalmente da zona rural, que apoiam Yingluck e seu irmão, o ex-premiê auto-exilado Thaksin Shinawatra. Os manifestantes acusam Thaksin de nepotismo e corrupção, e tem como objetivo erradicar a influência política de sua família.
Paquistão
Ainda na Ásia, nesta domingo, 20 soldados paquistaneses foram mortos na explosão que atingiu um comboio do Exército na cidade de Bannu, noroeste do país, disseram fontes militares e do serviço de inteligência. Outros 30 soldados ficaram feridos no ataque ao comboio que se preparava para deixar a cidade em direção ao Waziristão do Norte, uma região tribal na fronteira com o Afeganistão onde muitos grupos extremistas se escondem.
– Não está claro se foi um ataque sucidida ou um dispositivo explosivo improvisado – disse uma autoridade militar, acrescentando que os soldados viajavam num veículo civil alugado para levá-los até Razmak, no Waziristão do Norte.
O Talebã do Paquistão assumiu a responsabilidade pela explosão. O grupo já havia prometido intensificar os ataques contra forças de segurança depois de eleger como líder o mulá Fazlullah no final do ano passado.
– Com a ajuda de Deus asssumimos responsabilide por isso. O Exército é nosso inimigo. Vamos realizar muitos ataques como esse ainda – disse Shahidullah Shahid, porta-voz do Talebã, num telefonema de local desconhecido.
Segundo uma fonte da inteligência paquistanesa, "dezenas morreram ou ficaram feridos".
– Não está claro o que provocou a explosão. Um grande número de soldados estava lá – concluiu.
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