-"Eu estava no ônibus. Olhei em volta e os assentos atrás de mim sumiram". Mais do que isso, a vítima de meia idade da explosão em um ônibus no centro de Londres não disse, ou não conseguiu dizer.
Em choque, desorientada e com óleo e destroços no cabelo e nas roupas, ela pediu indicações de como chegar a Holborn, mas recusou todas as ofertas de ajuda.
A situação se repetiu várias vezes por todo o centro da capital por causa das pelo menos seis explosões na cidade nesta quinta-feira, que deixou mortos e centenas de feridos
O cenário ao redor da Russel Square, no coração da cidade, era de caos, com poucas informações confiáveis sobre o que realmente aconteceu.
Guardas de trânsito, policiais e guardas particulares foram convocados para os cordões de isolamento.
A polícia falava sobre "bomba", ou "bombas", ou sobre "explosões." O cordão policial retirou os funcionários de escritórios da região das ruas ao redor.
As redes de telefone celular rapidamente ficaram congestionadas pelas pessoas tentando falar com parentes e amigos. As lojas ficaram lotadas de gente pedindo para usar o telefone. Algumas jovens que estavam em cabeleireiros choravam.
As pessoas falavam que ouviram explosões, mas escondiam o pânico enquanto a polícia vasculhava a área em buscas de bombas.
O tráfego parou completamente, com os carros desligados, e a polícia bloqueou rotas de fuga, e só bicicletas e motos passavam. O único barulho era o das sirenes.
A duzentos metros, as ambulâncias e as luzes de emergência lembravam que algo havia acontecido. A falta de informação era a pior sensação.