O governador Khalil Jalil Hamza era um importante membro da Organização Badr, o braço militar do maior partido muçulmano xiita, o Conselho Islâmico Supremo do Iraque.
Hamza e o chefe de polícia major-general Khaled Hassan voltavam para a cidade de Diwaniya depois de um funeral de um líder tribal, quando a bomba explodiu ao lado do comboio onde eles estavam.
A bomba explodiu o veículo e o jogou para fora da estrada, dentro de um canal de água. O governador morreu na hora e o chefe de polícia morreu no hospital.
A área onde ocorreu a explosão é palco de confrontos entre milícias xiitas e as forças de segurança do Iraque.
Toque de recolher
Acredita-se que esta seja a primeira vez desde a invasão ao Iraque liderada pelos Estados Unidos há quatro anos que duas autoridades mais importantes de uma província do país são assassinadas.
A televisão estadual do Iraque afirmou que o vice-governador ordenou um toque de recolher por tempo indefinido na província em resposta às mortes.
Além do governador e do chefe de polícia, outros três guarda-costas também morreram.
A Organização Badr freqüentemente entrou com choque com o Exército Mahdi, leal ao clérigo radical xiita Moqtada Sadr.
O governador Khalil Jalil Hamza tinha divulgado recentemente instruções para que outras milícias na província fossem desarmadas.
Ao norte
Na sexta-feira, outras sete pessoas morreram na explosão de um carro bomba em um mercado de frutas na cidade de Kirkuk, norte do Iraque.
Kirkuk, de 250 mil habitantes, é uma cidade mista, com árabes e curdos.