Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Explosão em carro-bomba fere 34 pessoas em Madri

Quarta, 25 de Maio de 2005 às 06:48, por: CdB

Um carro-bomba feriu pelo menos 34 pessoas em Madri nesta quarta-feira, em uma aparente repulsa da guerrilha separatista basca ETA à proposta de paz do governo.

A bomba, que foi colocada em um carro roubado, explodiu em uma zona industrial no nordeste de Madri, 45 minutos depois de um jornal basco ter recebido um alerta em nome do ETA, disseram autoridades.

O alerta deu tempo para a polícia isolar a área, mas muitas pessoas foram feridas pelos estilhaços dos vidros devido à força da explosão.

O ataque danificou cinco carros e quebrou janelas em prédios adjacentes, disseram testemunhas e informações da imprensa.

Um porta-voz dos serviços de emergência disse à rádio estatal que 34 pessoas foram medicadas até o momento, a maioria por cortes e problemas auditivos, mas apenas uma precisou de tratamento hospitalar.

O ministro do Interior, Jose Antonio Alonso, afirmou que a bomba deveria ter em torno de 18 a 20 quilos de explosivos.

A explosão pareceu ser uma resposta do ETA a uma votação no Parlamento espanhol na semana passada, concedendo permissão ao governo para abrir negociações de paz com o grupo se este não usar a violência.

O primeiro-ministro Jose Luis Rodriguez Zapatero condenou o ataque e o classificou como "ato de terror".

- O único destino do grupo terrorista ETA é deixar suas armas e se dispersar - afirmou ele ao Senado.

O ETA matou quase 850 pessoas desde 1968 em sua campanha por um estado independente basco no norte da Espanha e no sudoeste da França. A Espanha, os Estados Unidos e a União Européia consideram o grupo uma organização terrorista.

Um dono de um bar próximo à explosão disse à rádio estatal que a polícia o avisou para fechar as venezianas e tomar abrigo nos fundos do estabelecimento.

- Dez minutos depois, houve uma explosão muito forte. Ela quebrou minhas janelas e meu carro, que estava estacionado lá, deve ter sido destruído - contou.

O ETA se enfraqueceu nos últimos anos devido a uma repressão da polícia, que realizou centenas de prisões na França e na Espanha. O grupo continuou realizando ataques a bomba, mas ninguém foi morto pelo ETA desde 30 de maio de 2003.

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