A luta contra o Estado Islâmico intensificou um conflito sectário de longa duração no Iraque, sobretudo entre a maioria xiita e a minoria sunita
Por Redação, com agências internacionais - de Bagdá/Moscou:
O novo balanço oficial provisório das vítimas do atentado desta quarta-feira em Bagdá indica que morreram 64 pessoas e 87 ficaram feridas, disseram fontes policiais iraquianas à agência de notícias EFE.
A caminhonete repleta de explosivos foi detonada perto de um salão de beleza em um mercado movimentado de Sadr City na hora do rush. A maioria das vítimas eram mulheres, e muitas das pessoas feridas se encontram em estado grave, disseram as fontes.
A agência de notícias Amaq, que apóia o Estado Islâmico, disse que um homem-bomba visou milicianos xiitas.
O grupo sunita ultrarradical, que considera os xiitas apóstatas, assumiu a autoria de um duplo ataque suicida em Sadr City em fevereiro que deixou 70 mortos.
A segurança vem melhorando gradualmente em Bagdá, que uma década atrás era alvo de explosões diárias, mas a violência direcionada tanto contra forças de segurança quanto contra civis ainda é frequente, e ataques de grande porte às vezes provocam retaliações.
A luta contra o Estado Islâmico intensificou um conflito sectário de longa duração no Iraque, sobretudo entre a maioria xiita e a minoria sunita.
A violência sectária também ameaça minar os esforços apoiados pelos Estados Unidos para expulsar a facção militante de amplas áreas do norte e do oeste do país tomadas pelos extremistas em 2014.
EI cria aplicativo
A organização terrorista Estado Islâmico criou um aplicativo infantil para o sistema Android. De acordo com o portal de notícias norte-americano Vocativ, o programa para as crianças do califado dá a possibilidade de aprender o alfabeto árabe, mas com peculiaridades. Por exemplo, a letra árabe D corresponde a uma imagem de um tanque, ou "dababa" em árabe. "S" é para "shahrukh", foguete.
O aplicativo não pode ser encontrado no site oficial do Google store, mas pode ser baixado a partir de sites dos grupos que apoiam os islâmicos radicais.
Nicholas Glavin, associado de pesquisa sênior do Naval War College norte-americano, disse à edição que essa tecnologia pode ser usada para divulgar informação sobre o Estado Islâmico entre as crianças fora da zona de influência dos terroristas, por exemplo, em Roma ou Londres.
Não é a primeira vez que os militantes do Estado Islâmico atraem as crianças à sua atividade. Em fevereiro, um menino de quatro anos foi enviado a uma missão suicida que terminou numa explosão nos arredores de Aleppo.
Ao contrário de outros grupos terroristas, incluindo o Boko Haram, que tendem a ocultar a utilização de crianças em ataques suicidas, os jihadistas na Síria postam regularmente imagens de meninos, de campos de treinamento onde crianças muito novas são treinadas para combater e matar.