Ainda que a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, tenha reafirmado a meta do governo para o superávit primário de 2012, da ordem de R$ 139 bi, e o tenha feito frisando que esse "valor é nominal e não como proporção do PIB", o fato é que vamos pagar 3,1% deste como juros da dívida interna no ano que vem.
Evidente que essas despesas de juros, que chegarão a 3,1% do PIB, evidenciam de forma incontestável, que o país precisa e rapidamente reduzir as taxas, os juros, para pagarmos no máximo 1% do PIB e investir os 2,1% restantes na previsão em educação, saúde, justiça, inovação e infraestrutura, entre outras áreas cruciais ao desenvolvimento nacional.
É isso que diminuirá os custos na outra ponta, na nossa produção, aumentará nossa produtividade e permitirá a manutenção de uma baixa inflação. Com uma taxa de juros internacional como a observada hoje, não há porque, nem como, o país pagar R$ 139 bilhões/ano de juros da dívida interna e sustentar um programa de investimentos a altura dos desafios que temos pela frente nos próximos dez anos.
Agora, concordo com a ministra do Planejamento e com suas justificativas quanto a necessidade de contratação de 54 mil novos servidores públicos federais no ano que vem. "Não é possível aumentar o número de universidades, de escolas técnicas para desenvolver o PRONATEC (implementados nos governos Lula e Dilma Rousseff) se não houver contratações", afirmou.
"Esse número já está previsto no Orçamento" enviado ao Congresso Nacional, observou a ministra. Também "as aposentadorias precisam ser repostas e estão previstas as substituições de terceirizados por funcionários concursados", esclareceu mais a ministra do Planejamento.
Explicações a parte, o Brasil precisa continuar a reduzir os juros
Terça, 20 de Setembro de 2011 às 05:06, por: CdB