O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou a safra nacional de grãos em 121,97 milhões de toneladas. O número apresentado na manhã desta quinta-feira é inferior ao das previsões feitas em janeiro e fevereiro, mas mantém a expectativa de uma safra melhor do que a anterior, de 112,454 milhões de toneladas. Com o levantamento de março, a diferença entre a safra atual e a anterior ainda é de 8,46%. O estudo do IBGE indicou crescimento nas culturas de soja, feijão, 1ª e 2ª safras, e milho 1ª e 2ª safras. Em relação à área plantada no país, o acompanhamento do IBGE registra redução de 2,48%, na comparação com o ano passado.
Cesta básica
Para atender uma família de forma suficiente, o valor do salário mínimo deveria ser de cerca de R$ 1,5 mil, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cálculo é baseado nas necessidades básicas do ser humano como alimentação e saúde, o que elevaria em 5 vezes o valor do salário mínimo atual, que é de R$ 350. A organização lançou uma pesquisa que comprova a defasagem da renda do brasileiro em relação à alimentação: o preço da cesta básica subiu em nove das 16 capitais pesquisadas.
Entre as capitais com as cestas básicas mais caras, São Paulo encabeça a lista. Brasília e a capital paulista são as únicas cidades onde o valor da cesta supera os R$ 170. Em março, os maiores aumentos foram registrados em Recife, Salvador, João Pessoa e Aracaju. No entanto, também houve queda nos preços em Fortaleza, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
O principal responsável pelo aumento do preço da cesta básica foi o açúcar, que segundo o Dieese, sofreu influência da entressafra da cana-de-açúcar e forte pressão do mercado internacional. Outros produtos que encareceram a cesta foram o feijão e o tomate.