Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Expectativa de vida aumenta no país

Até 2006, os brasileiros esperavam viver, no máximo, 72,3 anos, segundo a pesquisa Tábuas Completas de Mortalidade, divulgada na segunda-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 1960, a esperança de vida ao nascer dos brasileiros era de 54,6 anos, o que representa, de lá até 2006, um aumento de 32,4% (ou de 17 anos, oito meses e um dia). As mulheres permanecem com esperança de vida maior do que os homens. Presidente comemora ingresso do Brasil na lista de países com alto IDH

Segunda, 03 de Dezembro de 2007 às 09:20, por: CdB

Até 2006, os brasileiros esperavam viver, no máximo, 72,3 anos, segundo a pesquisa Tábuas Completas de Mortalidade, divulgada na segunda-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 1960, a esperança de vida ao nascer dos brasileiros era de 54,6 anos, o que representa, de lá até 2006, um aumento de 32,4% (ou de 17 anos, oito meses e um dia). As mulheres permanecem com esperança de vida maior do que os homens. Em 2006, a esperança de vida feminina ao nascer era de 76,1 anos, ou 35,7% maior do que em 1960. No caso dos homens, a esperança em 2006 era de 68,5 anos, ou 28,9% superior a 1960.

De acordo com o estudo, os principais fatores que contribuíram para o aumento da esperança de vida dos brasileiros foram a melhoria no acesso da população aos serviços de saúde, as campanhas de vacinação, o aumento da escolaridade, a prevenção de doenças e os avanços da medicina. No campo da mortalidade infantil, a taxa foi reduzida em 64% entre 1980 e 2006. A pesquisa também mostra que a taxa declinou de 69,1 óbitos por cada mil nascidos vivos, em 1980, para 24,9 óbitos a cada mil nascidos vivos no ano passado.

Em 2006, o Estado com a mais baixa taxa de mortalidade infantil era o Rio Grande do Sul (13,9 por mil), seguido por São Paulo (16 por mil). O Ceará conseguiu a maior redução, no período estudado (72,4%), passando de 111,5 por mil para 30,8 por mil. Alagoas e Maranhão continuam com as maiores taxas de mortalidade infantil do Brasil: 51,9 por mil e 40,7 por mil, respectivamente.

Desde 1999, o IBGE divulga, anualmente, a tábua completa de mortalidade da população brasileira, em cumprimento ao disposto no Artigo 2º do Decreto Presidencial nº 3.266 de 29/11/1999. Os dados da Tábua de Vida são utilizados pelo Ministério da Previdência Social no cálculo do fator previdenciário das aposentadorias das pessoas regidas pelo Regime Geral da Previdência Social.

Lula comemora

Os dados divulgados pelo IBGE na manhã desta segunda-feira, confirmam a melhoria no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da Organização das Nações Unidas (ONU). Pela manhã, no programa de rádio Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o fato de o Brasil ter entrado no ranking dos países com alto IDH, conforme Relatório sobre Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado na semana passada. Ele acredita que o país pode melhorar sua posição nos próximos relatórios.

– Isso demonstra que nós estamos caminhando corretamente, mas, ao mesmo tempo, é um alerta para a gente saber: melhorou, melhorou, mas precisamos continuar fazendo muito mais, para melhorar muito mais a vida do povo brasileiro –, disse Lula em seu programa.

O presidente acredita que o país apresentará melhores resultados nos futuros relatórios, já que o documento divulgado na semana passada baseou-se em dados de 2005.
– O que é importante, e me deixa satisfeito, é que esses dados, além de serem bons, são dados de 2005. Portanto, nós ainda vamos ter 2006, 2007, 2008, 2010 e vai permitir que o Brasil possa apresentar melhora a cada ano – afirmou, completando que o aumento do número de pessoas nas escolas, da expectativa de vida e da renda per capita permitiram ao Brasil ingressar no time dos países com alto desenvolvimento humano.

Em uma variação de 0 a 1, o Brasil alcançou 0,800 no relatório, índice considerado o marco para se falar em alto desenvolvimento humano (o índice da Islândia, país que lidera o ranking, é de 0,968). Apesar do avanço, o relatório das Nações Unidas revelou que a qualidade de vida no Brasil está distante de outras nações em desenvolvimento, como Chile, Cuba e Uruguai, e que o Brasil caiu no quadro geral, de 69º para 70º.

Lula defendeu os programas governamentais para a classe pobre, destacando o Bolsa Família, que, segundo ele, "demonstra ser um dos maiores sucessos na política de transferência de renda do

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