O dólar fechou em forte queda nesta quinta-feira no mercado de câmbio brasileiro, diante das expectativas positivas sobre a possível aprovação do plano de resgate das instituições financeiras proposto pelo governo dos Estados Unidos.
A moeda norte-americana caiu 1,62%, a 1,821 real. No turbulento mês de setembro, a divisa ainda acumula alta de 11,58%.
Segundo Milton Mota, operador da SLW Corretora, a sessão foi dominada pelas apostas de que o plano elaborado pelo Tesouro norte-americano será aprovado pelo Congresso dos EUA.
No início da tarde, uma porta-voz da Casa Branca chegou a afirmar que progressos "significativos" foram feitos durante as negociações da proposta.
Separadamente, o presidente do Comitê Bancário do Senado dos EUA afirmou que as câmaras dos Deputados e do Senado chegaram a um "acordo fundamental" sobre os princípios do projeto.
O bom humor dos investidores se refletiu em diversos mercados. Em Nova York, por exemplo, os principais índices das bolsas de valores operavam em alta de mais de 2 por cento. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo chegou a apresentar alta superior a 4 por cento, enquanto o risco-país recuava 20 pontos.
- O mercado (cambial) está acompanhando a Bovespa - acrescentou Mota, lembrando que a mínima do dólar, de 1,816 real, veio no mesmo momento em que a bolsa paulista registrava sua cotação máxima.
João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora, fez avaliação semelhante: "Dizem que o pacote já está acertado, e isto tira algumas pressões, principalmente da falta de linhas de crédito", afirmou o diretor, explicando que uma eventual aprovação do plano de ajuda poderia derrubar o dólar ainda mais.
No entanto, Jorge Knauer, gerente do banco Prosper, acredita que a baixa do dólar nesta sessão se deve mais a atual volatilidade do mercado.
- A gente pode não ter uma tendência de queda de câmbio, mesmo que haja uma aceitabilidade do plano - afirmou.